Volumes projetam-se sobre vazio de 15 m de altura

A cidade de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, é famosa pela natureza domada, pela paisagem turística e pelos vinhos produzidos ali, que estão entre os melhores nacionais. Essa vocação nasceu quando ainda era uma colônia, e em 1890 ganhou seu nome em homenagem ao herói farroupilha, Bento Gonçalves da Silva. Outra vertente de destaque é a da indústria moveleira: há cerca de 330 indústrias de móveis produzindo na região. Dentre elas, a Dellanno, especializada em móveis planejados.

A empresa necessitava de um espaço de exposições dinâmico e atraente para divulgar suas duas linhas de mobiliário, a Dellanno e a Favorita. O projeto de arquitetura do novo showroom da empresa também nasceu gaúcho, fruto da união entre um arquiteto com 50 anos de experiência, Pedro Simch, e dois jovens formados ainda no meio de nossa década, Enrique Sousa e Fernando Guerra. A união entre cabeças de diferentes gerações forma um caldo de referências que pode produzir ideias com grande qualidade, e surpreendentemente atemporais.

A função de um showroom é, basicamente, conter e expor da melhor maneira possível todas as épocas e tendências, permitir a definição de temporalidades e ainda assim se manter isento delas. A nossa viagem à serra gaúcha encontrou muito mais que isso. "Em geral os showrooms são caixas herméticas, com paredes cegas. Mas criamos prédios altamente permeáveis e integrados com a natureza", explica Pedro Simch.

De fato, o conjunto de 2,2 mil m2 está literalmente incrustado no sopé de um pequeno vale e abraça cada desnível do terreno irregular. Nasce na forma de uma construção térrea livre de interferências, confinada apenas por vidros piso-teto marcados pela ortogonalidade de sutis esquadrias de alumínio pretas. O volume transparente apresenta linhas elegantes, vide a robusta platibanda que nasce a partir do forro interno e se projeta contínua além da pele de vidro, formando uma marquise sustentada por dois delgados pilares de concreto. O ambiente é reservado a eventos e exposições artísticas, e também conta com um espaço gourmet de apoio.

Na porção lateral, uma escada de concreto com revestimento de aço inox desce em curva ao subsolo, onde encontra um auditório com capacidade para 80 pessoas, aberto para o terreno escavado, e um estacionamento enterrado que ocupa toda a porção posterior.

A partir da área de eventos, dois volumes retangulares abrigam os showrooms. Quase paralelos, os braços atravessam transversalmente o terreno longitudinal e, como se faltasse solo suficiente para o apoio, projetam-se para um vazio de 15 m de altura, como se fossem saltar sobre as serras em uma resposta enfática do homem à força da natureza. Quem permite o dramático balanço são lajes de concreto e robustas vigas, sobre as quais sustentam-se pilares e estrutura de cobertura metálicos. A transparência retorna, dessa vez marcada por esquadrias mais encorpadas, na forma de janelas que permitem ventilação natural. A luz entra por todos os lados, assim como a cor do intenso paisagismo do entorno. "Quem definir os layouts para os showrooms vai ter de inovar e saber lidar com a transparência e a natureza", explica Simch. A pureza formal é complementada por pilares periféricos externos, destacados e modulados, que liberam toda a área interna para a disposição livre dos móveis.

A transição entre o volume da recepção e os espaços expositivos é marcada por paredes de pedras basálticas, com saliências e reentrâncias que se contrapõem à leveza dos vidros. A rocha é natural da região e está presente em todos os paramentos que transmitem força e sustentação, como as paredes de vedação do estacionamento e os orgânicos muros de arrimo que acompanham a topografia do terreno. "A escolha é resultado de um trabalho intenso de busca de pedras da região e pesquisa de tipos de paginação e coloração", explica Enrique Souza.

Já os revestimentos internos acompanham o conceito de flexibilidade necessária à montagem dos layouts. O forro é composto de aletas, réguas de MDF pintadas de branco que permitem a alteração da iluminação de acordo com a disposição do mobiliário. "Como a cada dois meses todos os showrooms são alterados, o forro permite qualquer alteração luminotécnica que o projeto exija", explica Souza. Para o piso foi escolhido um porcelanato polido semibrilho, neutro, que compete com o prédio, a pedra e o vidro.

Acesse aqui o site da revista e veja os desenhos técnicos, com link disponível logo abaixo da fotografia.


Fonte: Revista Arquitetura e Urbanismo






Mais tempo para reforma

O governo federal prorrogou a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para materiais de construção. Agora, o benefício deve valer até março de 2010. Os móveis também ficarão isentos do imposto. As medidas foram anunciadas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, na quarta-feira passada.

Fonte: Jornal Extra





8º Construbusiness aprofunda propostas para a construção civil


Em 2009, a oitava edição do Construbusiness – Seminário da Indústria Brasileira da Construção se concentrou em três pontos fundamentais para o setor da construção civil e infraestrutura:

• Balanço das sugestões feitas pelos Construbusiness anteriores e já adotadas pelo Governo Federal;
• Medidas que tornem efetivas essas agendas (Programa de Eficiência Institucional Pública e Privada);
• Novos temas-chave para a habitação e infraestrutura, considerando ações de médio e longo prazos.


O lançamento oficial do 8º Construbusiness ocorreu no último dia 22 de junho, na sede da FIESP, durante café da manhã, pelo Vice-Presidente da FIESP, Diretor Titular do Deconcic/Fiesp e também presidente do Sinaprocim/Sinprocim, José Carlos de Oliveira Lima, com a presença do presidente da FIESP, Paulo Skaf, e diretores do Deconcic, além de empresários e representantes de várias entidades que compõem a cadeia produtiva da construção.

Pela repercussão das propostas encaminhadas às autoridades pelos sete Construbusiness anteriores, e conquistas como o Programa Habitacional – “Minha Casa,
Minha Vida” além do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) – o Departamento da Indústria da Construção, Deconcic, da Fiesp, decidiu por realizar o evento anualmente.

“Tornar o Construbusiness anual foi mais uma contribuição da FIESP, que sempre tem apresentado soluções para o desenvolvimento do País”, salientou Oliveira Lima, durante o evento, ressaltando ainda o importante apoio do Presidente Paulo Skaf.


Neste ano, o Construbusiness levou ao centro das discussões, ideais como o fundo para a habitação e infraestrutura, importância e soluções em acessibilidade e sustentabilidade, impactos da Copa 2014 no que se refere à infraestrutura das cidades, estímulos para formalização das
empresas que prestam serviços às construtoras (sistema SIMPLES), regime especial para a contratação de projetos, segurança jurídica em contratos públicos e fundos para habitação e infraestrutura originado em precatórios.

Fonte: FIESP





Especulação: A Bolha Imobiliária do Planalto


Em matéria com chapada de capa, a revista Época desta semana levanta suspeita sobre a valorização dos imóveis
em Brasília. Segundo a reportagem, assinada por Marcelo de Rocha, R$ 12 mil é o preço do metro quadrado na Península dos Ministros, mesmo valor de imóveis no Leblon e em Ipanema, no Rio de Janeiro, a região mais valorizada do País. Esse valor, até há quatro anos, não passava de R$ 6 mil. É de R$ 4,5 bilhões o valor das vendas projetadas para o mercado imobiliário do Distrito Federal em 2009 e de 581 o total de transações atípicas comunicadas pelo setor imobiliário ao Coaf em 2009. A conclusão da revista: “A circulação na Capital de dinheiro de origem duvidosa é um dos motivos da supervalorização”.

Fonte: Época e ADEMI-GO


Os pedidos da Brahma

Marca da Ambev estreia novo filme, focado em Copa do Mundo, com o conceito "Guerreiro na vida, guerreiro no campo"

A Brahma prepara o terreno para sua participação na Copa do Mundo de 2010. De olho nisso, estreia nesse sábado, 29, seu novo filme "Lista de pedidos", criado pela Africa. Seguindo o conceito "Guerreiro na vida, guerreiro no campo", que direcionará todo o conceito criativo da marca até o Mundial de Futebol da África do Sul, Brahma passa a apostar suas fichas num ícone que deve permear toda a campanha da cerveja até o torneio, em julho: a armadura. "O símbolo representa bem o que o povo espera da seleção na Copa do Mundo. Queremos que os atletas sejam guerreiros em campo como o brasileiro é guerreiro na vida", explica Marcel Marcondes, diretor de marketing da marca.

A produção da Killers, com direção de cena de Claudio Borrelli, tem "guerreiro" e "brasileiro" como palavras-chave e pretende enaltecer o esforço do dia-a-dia do povo tupiniquim. Mostra trabalhadores realizando pedidos à Seleção Brasileira: que os jogadores disputem a Copa como verdadeiros guerreiros, que não desistam em caso de derrota e, principalmente, que vistam com orgulho a camisa canarinho. "Acredito que o que mais impressiona é o nível de realismo do filme", diz o criativo Carlos Fonseca, que divide a assinatura de toda a campanha com Edu Martins, Daniel Prado e Américo Vizer. "Destaco dois elementos: o ícone da armadura e o repetido gesto de bater no peito, de não desistir", ainda diz Marcondes. "Queremos que as pessoas batam no peito e mostrem o orgulho de serem brasileiros", finaliza o executivo da Ambev.

"O filme é bom porque teve tempo para ser maturado, amadurecido, e tempo de preparação para ser executado", conta Marcelo Passos, diretor de atendimento da agência. Passos ainda explica que as armaduras utilizadas na produção são reais, feitas no interior do Estado de São Paulo. Com duas versões (em 30 e 60 segundos), o comercial estará em TV aberta e a cabo. O plano de mídia ainda inclui anúncios para mídia impressa, material para ponto-de-venda e placas de campo nos estádio de futebol, além de peças para internet. "O site de Brahma ganha cara nova, focado na Copa do Mundo", adianta Passos, que ainda conta que o endereço eletrônico da marca poderá ter conteúdos exclusivos da campanha.

Este é o segundo filme que Brahma lança como patrocinadora oficial da Copa do Mundo, negociação que envolveu a fusão da Anheuser-Busch com a Inbev. Há cerca de duas semanas, a marca colocou no ar o filme "Brasil x Resto do Mundo", que contou com o centroavante Luís Fabiano como estrela, que possui contrato com a Ambev e que deve estar no centro de novas ações da marca.

Fonte: Meio e Mensagem

Você concorda? - Itaú usa propaganda de mal gosto

Existe uma linha de marketeiros, da qual eu faço parte, que acredita que uma propaganda deve ser "rewarding" para ser eficiente. Esse termo significa que, em geral, propagandas com tom positivo e que fazem as pessoas quererem vê-la de novo têm mais chances de conseguir convencê-las. Isso implica em evitar roteiros ou edições que causem fortes emoções negativas como constrangimento, nojo excessivo, insegurança, etc.

Esses dias assisti à nova propaganda dos investimentos Itaú que achei um puro mal gosto. Colocar uma mulher contando para o marido que está grávida através de uma história de traição não me pareceu nada sensato. Já assisti 2 vezes e não conseguia me lembrar qual era exatamente o produto que estava sendo oferecido, de tão chocado que fiquei com a história, mesmo tendo um final feliz.

Adoro as propagandas do Itaú, mas essa foi totalmente contra os meus princípios teóricos de uma propaganda eficiente:


Por Erros de Marketing, do Mundo do Marketing 30/11/2009
mundodomarketing@mundodomarketing.com.br





Fonte: Mundo do Marketing





Funcionário público é alvo das construtoras

As construtoras que atuam na baixa renda estão atrás do bom pagador. Para garantir o recebimento das prestações, já tem até empresa que vende apartamento com cartão de crédito. O próximo passo é aderir ao crédito consignado (com desconto na folha de pagamento). O cliente com renda garantida e de fácil aprovação na Caixa Econômica Federal - leia-se funcionários públicos de todos os tipos - é o novo filão do mercado imobiliário.

A Cury, empresa que atua na construção popular e que tem 50% do capital nas mãos da líder de mercado Cyrela, é a mais adiantada na busca de novas parcerias. Fechou um acordo com os servidores públicos de Guarulhos - um grupo de 18 mil funcionários, entre aposentados e ativos - que tiveram desconto de 5% e prioridade na compra de um empreendimento de 2,3 mil unidades, o maior projeto do Minha Casa, Minha Vida.

Agora, está perto de assinar com a prefeitura de Mogi das Cruzes - onde estuda o desconto direto na folha de pagamento - e está em negociação com o sindicato dos professores do Estado de São Paulo (Apeoesp) e Associação dos Policiais Militares de São Paulo (Adepom). "São excelentes clientes. É bom para nós e para a Caixa Econômica Federal", afirma Fabio Cury, presidente. Há uma vantagem adicional: o estreitamento da relação com as prefeituras e a possibilidade de aprovação mais rápida de projetos.

A Tenda, que será incorporada pela Gafisa, também quer o nicho dos funcionários públicos. Depois de fechar parceria com a Casas Bahia para a venda de imóveis na principal loja da rede, há mais de dois meses está negociando um acordo com a associação dos funcionários de um grande banco.

Ainda nessa linha da garantia do recebimento, a Cury também costurou uma parceria com a Visa para pagamento da entrada do imóvel em até dez vezes sem juros. O cliente tem a vantagem de usar o limite do cartão para compor a renda na aquisição da casa própria, além de poder dividir a entrada (de cerca de R$ 4 mil para um apartamento de R$ 90 mil) em dez vezes, em vez das seis parcelas pagas diretamente à construtora.

Para a empresa, é um excelente negócio. Isso porque, depois de seis meses do início do pagamento da entrada - período que pode ser maior, dependendo da agilidade e da capacidade de análise da Caixa - o cliente é desligado e repassado para o banco estatal. Mas há um período em que as parcelas da entrada coincidem com o financiamento bancário. E, uma vez que o cliente é desligado, a garantia (imóvel) passa a ser da Caixa Econômica Federal. "Nós perdemos a força, quando há o repasse do cliente, porque eu escrituro o imóvel", diz Cury.

Embora o aumento da penetração do cartão de crédito nas classes C e D seja conhecido, Cury se disse surpreso. "Todo mundo tem cartão", diz. Segundo ele, o limite normalmente é de 30% acima da renda e metade já está comprometida. "Estou atrás da outra metade", afirma.

Ter um bom pagador na carteira não significa apenas conseguir receber a entrada, mas também a garantia de repasse desse cliente para a Caixa - um dos grandes temores do setor. Na opinião do analista do Fator, Eduardo Silveira, o desligamento dos clientes das empresas para a instituição é uma fase que ainda não começou e pode ser um gargalo do setor.

A dificuldade de repasse de clientes para os bancos está vindo a público agora. No fim do ano passado, durante a crise, as instituições financeiras ficaram mais restritivas no repasse, segundo empresas do setor, e algumas construtoras tiveram problemas que aparecem nos balanços.

Na última divulgação de resultados, a Rodobens Negócios Imobiliários disse que "a recusa do principal agente negociador em aceitar o 'behavior' como premissa de análise de crédito, apesar do acordo firmado, gerou desistência em algumas unidades concluídas e fez com que parte da receita já reconhecida de alguns empreendimentos fosse estornada." Trata-se do Banco Real Santander.

Pelo "behavior", comportamento em inglês, o cliente tem que provar que tem capacidade de pagamento por 12 meses, é aceito o atraso de uma parcela por até 60 dias ou duas parcelas por 30 dias. Sem conseguir repassar a carteira, a empresa teve problemas de receita, que caiu 40% em relação so segundo trimestre, que refletiram no lucro líquido, que recuou 85%, apesar do aumento de 8% nas vendas. Procurada, a Rodobens informou que está retomando as operações e que a metodologia de "behavior" voltou a ser aceita.

Fonte: Valor Econômico




BB poderá reduzir a captação imobiliária

O Conselho Monetário Nacional (CMN) concedeu prazo de 80 meses para o Banco do Brasil reduzir o seu excesso de captações em poupança imobiliária. O banco superou o teto depois das incorporações do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) e do Banco do Estado do Piauí (BEP) e da compra do controle acionário da Nossa Caixa.

Tradicionalmente, o BB sempre teve autorização para captar recursos na chamada poupança rural, com recursos dirigidos a financiamentos a agricultura. Em 2008, porém, o CMN autorizou que bancos que captam poupança rural possam também captar poupança imobiliária, com recursos dirigidos ao financiamento à habitação - e vice versa. A mudança na regra permitiu que o BB criasse sua carteira de crédito imobiliário.

Segundo a regra em vigor, para os bancos que trabalham primordialmente com poupança rural, a captação em caderneta imobiliária não pode ultrapassar 10% das captações totais do banco em poupança. A mesma regra vale no outro sentido: nos bancos que captam poupança imobiliária, a captação em poupança rural não pode ultrapassar 10% da captação total em poupança. Hoje, apenas cinco bancos captam poupança rural e 17 captam poupança imobiliária.

Em setembro, as captações do BB em depósitos de poupança somavam R$ 60,358 bilhões, a maior parte rural. As captações em poupança da Nossa Caixa e Votorantim somavam R$ 11,975 bilhões, a maior parte imobiliária. Assim, numa conta conservadora, a poupança imobiliária representa algo como 20% das captações totais do conglomerado BB.

Pela regra aprovada ontem pelo CMN, bancos que estouram o limite de captações tem 80 meses para se enquadrar no teto, reduzindo as captações lentamente durante todo o período.

Outro voto do CMN ampliou o prazo de carência para alguns produtos da linha de financiamento de compra de bens de capital do BNDES, criada pela MP 456. São beneficiadas as compras de bens de capital para os setores portuário de petróleo e gás; de energia elétrica; e de transportes metroviários, ferroviário e marítimo de carga. A carência, antes de 24 meses, sobe para 36 meses, para encomendas de valor superior a R$ 100 milhões. A linha destina até US$ 12 bilhões a esses setores e, em tese, o subsídio adicional é estimado em R$ 24 milhões.

Fonte: Valor Econômico





Último seminário do Fórum Imobiliário 2009

Amanhã acontece o último dos cinco seminários do Fórum Imobiliário 2009. Em pauta, Contratos Imobiliários e a Defesa do Consumidor. Rodrigo Cury Bicalho, advogado, consultor jurídico do Secovi de São Paulo, professor de Direito Imobiliário do curso de pós-graduação MBA da Escola Politécnica da USP e da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e sócio do Escritório Bicalho e Mollica Advogados, de São Paulo, desenvolverá o tema Contratos Imobiliários e a Relação de Consumo. Na segunda parte do seminário, Carlos Del Mar, advogado, consultor jurídico do Secovi-SP, autor do livro “Falhas, Responsabilidades e Garantias na Construção Civil” e vencedor do prêmio Máster Imobiliário 2008, promovido pelo Secovi e pela Fiabci/Brasil, falará da responsabilidade e garantia na construção civil. Como de hábito, o 5º Seminário será realizado no auditório do Sinduscon-GO, no horário das 18h30 às 21h. 21 horas.


Fonte: ADEMI-GO








ENTIDADES SETORIAIS VÃO LEVAR ADIANTE PROPOSTA PARA CRIAÇÃO DE SISTEMA NACIONAL DE CÓDIGO DE PRÁTICAS.

Sincop objetiva criar uma família de códigos de práticas sobre diversos sistemas construtivos consagrados no País. Projeto-piloto, sobre alvenaria de vedação de blocos cerâmicos, já foi lançado oficialmente

Representantes de toda a cadeia da Construção Civil decidiram levar ao Ministério das Cidades a proposta para a criação do Sincop (Sistema Nacional de Código de Práticas), desenvolvido pelo IPT (Instituto de Pesquisa Tecnológicas) e pela Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo).


O acordo foi tomado durante o workshop Sistema Nacional de Código de Práticas, em São Paulo.
"A proposta foi validada e aceita pelos vários agentes da Construção Civil que estavam presentes, como construtoras, incorporadoras, associações de materiais de construção, acadêmicos e laboratórios de pesquisas", afirma Francisco Cardoso, professor da Escola Politécnica da USP e um dos idealizadores do Sincop.


Uma série de entidades presentes no encontro decidiu apoiar e divulgar em todo o Brasil o Código de Práticas Recomendadas para Alvenaria de Vedação de Blocos Cerâmicos, projeto-piloto do Sincop. A publicação é um documento único e consensual que cobre todas as etapas de projeto, execução, controle de serviços e manutenção do sistema em edifícios. "A ideia do Sincop é criar uma família de códigos de práticas sobre os diversos sistemas construtivos consagrados no País", lembra Cardoso.

Segundo ele, apesar de poucas entidades de outros segmentos estarem presentes no workshop, entidades já começarão a discutir a possibilidade de criação de novos códigos.

"O CBCA (Comitê Brasileiro da Construção em Aço) ficou de discutir a ideia na associação para um manual de aço e as entidades da Cerâmica que estavam presentes também se comprometeram em avaliar a possibilidade de criar um código de boas práticas para alvenaria estrutural de bloco cerâmico e até de coberturas com telhas cerâmicas", finaliza o professor da Escola Politécnica da USP.








FINANCIAMENTO DE IMÓVEL POR OUTROS BANCOS SUPEROU DOIS DÍGITOS SÓ UMA VEZ EM 2009.

O financiamento de imóveis concedido por outros bancos (excluindo a Caixa Econômica Federal) superou os dois dígitos apenas uma vez em 2009: em maio, quando registrou 11,46%, de acordo com pesquisa divulgada pelo Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo).

Nos demais meses, entre janeiro e setembro, a participação dos bancos oscilou entre 0,97% e 7,45%. No período, a CEF teve participação mínima de 22,5% (janeiro) e máxima de 46,60% (julho).

Em setembro, o financiamento de imóveis pela CEF representou 40,82% dos imóveis comercializados. Somada, a participação de outros bancos atingiu 2,04% no mês.

A maior parte dos moradores da cidade de São Paulo, porém, comprou imóvel usado à vista - forma de pagamento adotada em 56,12% dos negócios.

Visão estratégica
Para o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana, os demais bancos estão desperdiçando a oportunidade de conquistar clientes fiéis. "Se a CEF age por pressão política para aumentar os financiamentos imobiliários, sem discriminar os imóveis usados, os demais bancos deveriam fazer o mesmo, por puro recurso de marketing e visão estratégica", disse Viana.

Aquisição da casa própria
Pela pesquisa, os consórcios registraram apenas 1,02% das vendas o que, na visão de Viana, é um bom resultado, dado que a modalidade não registrou nenhum negócio nos meses de janeiro, março e julho. Os dois melhores meses foram fevereiro (6,73%) e abril (3,19%).

As negociações diretamente com o proprietário, por sua vez, não foram uma opção para os compradores, já que, em setembro, essa forma de aquisição teve participação nula nas vendas.

Mais vendidos
Ainda de acordo com os dados, coletados em 416 imobiliárias pelo Creci-SP, no nono mês do ano, os imóveis mais vendidos foram aqueles que custavam acima de até R$ 180 mil, os quais responderam por 61,11% dos negócios realizados.



8ª BIENAL INTERNACIONAL DE ARQUITETURA

Esta será uma bienal marcada por muitas mudanças, já que o arquiteto Joaquim Guedes, então presidente do IAB, falecido em julho de 2008, num processo de revisão e questionamento da estrutura das bienais anteriores, se manifestou dizendo que o evento precisava ser mais democrático, incluindo profissionais de todo o Brasil.

Assim, a 8a Bienal Internacional de Arquitetura traz um novo formato a ser julgado pelo público. Aliás, esse é o alvo dos organizadores - o público leigo, para assim fazer com que estes entendam a arquitetura de uma maneira simples e prazerosa.

A um custo de 2,5 milhões de reais, a 8a BIA segue seu curso com o tema Ecos Urbanos, criação de Bruno Padovano, de onde surgiram quatro subtemas, cada um ocupando um andar do pavilhão. Assim, Espacialidade está no térreo, Conectividade ocupa o primeiro piso, no segundo piso, Originalidade traz a exposição internacional de projetos que concorrem a prêmios e menções honrosas e por fim Sustentabilidade e a Exposição Geral de Arquitetos, com projetos de 120 profissionais brasileiros, ocupam o terceiro piso.

A Bienal abriu suas portas ao público em 31 de outubro e fica até 6 de dezembro no Pavilhão da Bienal do Parque Ibirapuera. Vale conferir!



APARECIDA DE GOIÂNIA DÁ REDUÇÃO TEMPORÁRIA AO ITBI

O projeto de lei que concede a diminuição temporária do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) em Aparecida de Goiânia, aprovado na semana passada pela Câmara Municipal, foi sancionado ontem pelo prefeito Maguito Vilela. Com a medida, a alíquota cairá dos atuais 2,5% para 1% durante 90 dias a partir da vigência da lei, e passará para 1,5% no período de 90 a 120 da sanção da lei. Segundo o Secretário da Fazenda de Aparecida, Carlos Eduardo de Paula Rodrigues, a medida visa a incentivar a regularização de milhares de propriedades que estão sem registros no município. Ele esclarece que o benefício será concedido para as transferências imobiliárias em que não há financiamento pelo sistema habitacional e que após o período de vigência da lei a taxa volta ao normal. Já o ITBI com financiamento imobiliário continua com o mesmo percentual de 0,5%.


Dia 7/12, palestra em Sorocaba ensina como comercializar imóveis com eficiência

De que forma o corretor de imóveis poderá atingir seu público alvo de forma eficaz e inteligente num momento tão favorável do mercado imobiliário?

A resposta para essa fórmula está alicerçada no tripé Estrutura de MKT, Treinamento contínuo e tecnologia/ferramentas de vendas modernas, como a internet, segundo o vice-presidente de Comercialização e Marketing do Secovi-SP, Elbio Fernández Mera.

O dirigente, que no próximo dia 7/12, a partir das 19 horas, estará no auditório da CPFL Piratininga (Avenida Armando Pannunzio, 1.555 – Jardim Romilda – Sorocaba) proferindo a palestra “Como ser eficiente agora e nos próximos 5 anos”, afirma que o profissional da área precisa ser mais pró-ativo do que nunca: “Conhecer o que faz, saber colocar em prática e querer fazer são itens fundamentais para quem deseja sair na frente e fazer bons negócios”, revela.

A iniciativa será prestigiada pelo vice-presidente do Interior e diretor geral do Secovi em Sorocaba, Flavio Amary, e por Guido Cussiol Neto, diretor de Locação e Comercialização do Secovi Sorocaba.

O evento tem apoio da CPFL Piratininga e jornal Bom Dia, conta pontos para o Programa Qualificação Essencial (PQE), é gratuito, com inscrições condicionadas à doação de um brinquedo para a Campanha do Ampliar. A arrecadação será destinada às instituições de Sorocaba.

Outras informações pelo telefone (15) 3211-0730 ou e-mail sorocaba@secovi.com.br.

Fonte: SECOVI-SP


Compra de imóveis no fim de ano

Em reportagem de capa no Caderno de Classificados/Imóveis, o jornal O Popular faz a pergunta acima, e logo responde: O fim de ano pode ser um bom momento para comprar um imóvel. Os incentivos para a aquisição começam com a grande oferta atual de imóveis, em virtude das dezenas de empreendimentos lançados ao longo deste ano. Além disso, o Sistema Financeiro da Habitação (SFH) vive um momento favorável ao consumidor em relação à oferta e às condições de financiamento, como o programa Minha Casa, Minha Vida. Alguns privilegiados que vão fechar o ano sem dívidas e ainda com algumas economias também podem aproveitar o dinheiro extra do 13º salário para dar entrada num imóvel para morar ou investir. Mas a menor demanda no início do ano pode significar preços menores.

Ouvido pela jornalista que assina a matéria, Lúcia Monteiro, o presidente da Ademi, Ilézio Inácio Ferreira, faz a previsão de que os lançamentos que não ocorrerem neste mês de novembro provavelmente só acontecerão a partir de fevereiro. E explica: as empresas não costumam lançar empreendimentos nos meses de dezembro, quando a mídia fica sobrecarregada por ofertas natalinas, e, em janeiro, quando muita gente viaja de férias. Disse também que o grande número de lançamentos no mercado imobiliário goiano este ano (5.679 novas unidades oferecidas em 46 empreendimentos) deve se repetir em 2010. E conclui que o fim de ano pode ser uma boa época para comprar porque boa parte dos lançamentos ocorridos em 2009 começa a ser construída no próximo ano, o que elevará a demanda por material de construção nos fornecedores, o que pode provocar uma pressão nos custos desses produtos, impactando nos preços dos imóveis. Segundo ainda Ilézio, esta é uma época de aumento dos custos para as empresas, como o pagamento do 13º salário aos funcionários, e por isso elas podem estar mais abertas à negociação.
Para o economista e consultor financeiro Emerson Castello Branco Simenes, da CBS Consultoria Financeira, igualmente ouvido pela reportagem, o consumidor que puder deve aproveitar as boas condições atuais de financiamento, que podem mudar em 2010, para fechar o negócio da compra do imóvel. Segundo ele, a tendência é de valorização dos imóveis, principalmente nas cidades que vão sediar a Copa do Mundo. É uma reserva de valor. Com raras exceções, as pessoas que compram imóveis nunca perdem dinheiro. Se não valorizar, também não desvaloriza”, destaca o consultor.

Fonte: O Popular e ADEMI-GO


CII/CBIC faz balanço do mercado imobiliário, pós-crise

A Comissão da Indústria Imobiliária (CII) da CBIC se reunirá hoje, dia 26, das 10h30 às 16h30, na sede do Secovi-SP, em São Paulo. Na ocasião, será feito um balanço do mercado imobiliário brasileiro após a crise e considerando o Programa Minha Casa, Minha Vida. Em razão disso, a CII/CBIC solicita aos representantes das entidades que não puderem comparecer à reunião que enviem, o mais breve possível, dados sobre lançamentos, vendas, projeções para o fechamento do ano de 2009 e estimativas para o mercado em 2010. A entidade pede também que sejam feitos comentários sobre a disponibilidade de financiamentos de bancos privados destinados à produção e aquisição de imóveis.

Fonte: ADEMI-GO


Odebrecht avança em energia e habitação

Com crescimento acima do previsto no ano de crise, a Odebrecht está mais do que otimista para os negócios no ano que vem. Eleita entre a mais admirada do País pelos leitores do DCI no setor de Engenharia e Construção, está de olho nos bilhões previstos para os grandes projetos de infraestrutura, industrial e energia no País. Entre os destaques, está a licitação para a Usina de Belo Monte, o projeto Cidade da Copa, que prevê estruturar Recife entre as cidades-sede da Copa do Mundo, e os investimentos em habitação previstos pelo programa "Minha Casa, Minha Vida", do governo federal, do Trem de Alta Velocidade, além de obras para as áreas de petróleo e saneamento.

Os projetos que a empresa visualiza participar preveem investimentos de R$ 64 bilhões. Como a empresa geralmente atua por meio de consórcios, deve arcar com parte deste valor. Atualmente, a empresa desenvolve 39 projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e tem 28 mil unidades habitacionais em obras no País. Em 2008, seu faturamento foi de US$ 17 bilhões. Em entrevista exclusiva ao DCI, Benedicto Barbosa da Silva Junior, presidente da Odebrecht Infraestrutura, mostrou-se otimista com os negócios no ano que vem. "Será um novo ano de crescimento em todos os setores da construção em que atuamos: infraestrutura, industrial e energia. Certamente, será melhor que 2009", declarou o executivo.

Segundo o empresário, o momento de crise fez a empresa avaliar oportunidades futuras para o período de recuperação da economia. Em 2009, a empresa ampliou sua atuação no setor elétrico, em bioenergia e no imobiliário residencial. "Como de fato, os impactos da crise não se configuraram da forma esperada e a Odebrecht já estava se ajustando para crescer, aproveitamos a onda e estamos crescendo acima do previsto", afirmou.

A Usina de Santo Antônio já representa 52% dos investimentos da empresa na área de infraestrutura, administrados pela Odebrecht Investimentos em Infraestruturas (OII). A divisão totaliza 13 sociedades de propósitos específicos, responsáveis por investimentos da ordem de R$ 26 bilhões. A empresa também atua em bioenergia, por meio da ETH, que este ano inaugurou três usinas em São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul.

Projetos
Se por um lado a aquisição da Tenda pela Gafisa encerrou, no início do ano, a parceria mantida com a Odebrecht na Bairro Novo, por outro, ampliou o foco da empresa para investir mais no segmento de habitações populares, que ganhou impulso este ano com o projeto "Minha Casa, Minha Vida", do governo federal. Após a cisão, o grupo manteve a empresa como uma marca de sua subsidiária Odebrecht Realizações Imobiliárias, voltada ao público com poder aquisitivo de zero a três salários mínimos, e fechará o ano com 22 mil unidades contratadas.

A empresa está de olho nas licitações para novos projetos e este ano firmou a primeira parceria público-privada (PPP) habitacional do País, no empreendimento Jardins Mangueiral, em Brasília. Com lançamentos previstos para Camaçari, Porto Velho e Fortaleza, na área privada, e em Blumenau, Salvador, Campinas, Queimados, São Gonçalo, para o programa do governo, aguarda resultados duas concorrências em Pernambuco e São Paulo.

Para a Copa do Mundo, a empresa investirá R$ 1,6 bilhão, por meio de PPP com a ISG Brasil Empreendimentos, para construir a Cidade da Copa, em Recife, que prevê estádio, estacionamento e um conjunto residencial.

Fonte: DCI e ADEMI-RJ

Kraft ativa Mini Bis com ações em shoppings e PDVs

A Kraft Foods realiza ações para o lançamento da versão mini do Bis. Para promover a degustação volante do produto, a empresa terá nos pontos-de-venda um “copo-carrinho” com prateleiras giratórias que expõem as embalagens. Já nos shoppings acontece uma promoção em que os consumidores que comprarem uma embalagem do produto poderão tirar fotos e levar o retrato em uma moldura.


Ainda nos shoppings, um display com a comunicação de Mini Bis convida o consumidor a ativar o Bluetooth do seu celular. Durante o período, ele poderá receber uma mensagem que dará direito a um wall paper exclusivo da marca. As ações são assinadas pela agência NewStyle.

Fonte: Mundo do Marketing

Custo total de seguro deve ser informado

Para forçar a redução no custo dos financiamentos da casa própria, o governo mudou ontem regras dos seguros habitacionais. A partir de 20 de janeiro, as empresas que oferecem esse seguro terão de informar aos mutuários o custo efetivo total da apólice do seguro do financiamento.

A exigência permitirá ao mutuário comparar o custo do seguro entre várias seguradoras. Com o Custo Efetivo Total (CET), ele saberá exatamente quanto vai sair o seguro até o fim do financiamento.

A medida foi adotada por resolução do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), publicada ontem no Diário Oficial da União. A resolução estabelece ainda que os seguros habitacionais podem ser oferecidos por seguradoras de vida (pessoas). Até agora, só seguradoras de danos estavam autorizadas a oferecer apólice habitacional.

O objetivo das novas regras é estimular a concorrência e reduzir preços, item com peso significativo nas prestações. Pela legislação, contratos de financiamento habitacional devem estar vinculados a um seguro que cubra risco de vida e invalidez do mutuário e danos ao imóvel. A resolução também proíbe carência para as coberturas de riscos previstas na apólice. A maioria das empresas trabalha hoje com prazo de dois anos. Mas a seguradora poderá exigir do segurado uma declaração de saúde. A vigência do contrato terá de ser igual ao do financiamento do imóvel. Hoje, a renovação é anual.

Para o diretor técnico da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Alexandre Penner, essa exigência dá garantias ao mutuário de que a seguradora não vai aumentar o valor nem recusar-se a fazer o contrato, caso o cliente fique doente, por exemplo. As empresas tem 60 dias para se adaptarem às novas regras.

Pela lei, todos os bancos que trabalharem com crédito imobiliário terão que oferecer seguro com duas empresas. Para evitar que as duas empresas combinem o preço, o banco deve aceitar apólice apresentada pelo pretendente ao financiamento.

Fonte: Jornal da Tarde e Zap Imóveis

Smart! Lifestyle + Design leva arquitetura residencial autoral para Porto Alegre

Com apenas 1.190 m² de área construída total e oito apartamentos, o Amélia Teles 315 é o primeiro edifício da incorporadora Smart! Lifestyle + Design. A empresa, fruto da associação dos engenheiros Carlos Eduardo Voegeli e dos arquitetos Márcio Carvalho e Ricardo Ruschel, propõe para Porto Alegre empreendimentos de pequeno porte com arquitetura contemporânea e autoral.



Suas características o aproximam dos edifícios do selo Movimento Um, idealizado pela construtora Idea! Zarvos (aU 161) e que já entregou empreendimentos como o Aimberê 1749 e o 4x4, ambos em São Paulo. "A semelhança entre nós e o Movimento Um é o fato de ambos unirem a mentalidade do empreendedor e do arquiteto, buscando repensar a cidade e criar empreendimentos com uma arquitetura responsável", compara o arquiteto Márcio Carvalho, sócio da Smart! Lifestyle + Design. E em que se diferenciam? "Como linha geral, talvez a diferença maior esteja na nossa escolha por uma arquitetura mais pura, perene", arrisca.

Na concepção do projeto do Amélia Teles 315, os autores procuraram empregar linhas puras, conferindo-lhe neutralidade e atemporalidade. "Queríamos resgatar a qualidade da arquitetura dos anos 50 e 60 de Porto Alegre", afirma Carvalho, que também aponta influências da arquitetura uruguaia e argentina. "É um edifício de baixa altura e pequeno porte. Nós buscamos reforçar o respeito à escala humana e a integração com o entorno".

O preço de venda das unidades varia entre R$ 360 mil e R$ 450 mil e as áreas privativas dos apartamentos vão de 101 m² a 127m². O empreendimento conta com diferenciais técnicos dificilmente observados em obras de pequeno porte, como isolamento acústico no contrapiso, metais e louças de design assinado e automação instalada para luminárias e tomadas. "Isto foi possibilitado por um modelo de negócio que conseguiu otimizar vários custos acessórios e reverter para qualificação das unidades", afirma Carvalho.

O empreendimento é voltado para um público-alvo específico, de mentalidade cosmopolita, segundo Carvalho, e composto por profissionais como médicos, advogados e arquitetos. "A maioria dos interessados é de solteiros ou de casais sem filhos", relata. O terreno, escolhido a dedo, fica no bairro Petrópolis. "Buscamos regiões em que o carro possa ficar na garagem e seus principais atrativos acessados a pé, reforçando a apropriação do espaço urbano".

O Amélia Teles 315 começará a ser executado em fevereiro de 2010, com conclusão prevista para dezembro do mesmo ano. Outros três projetos da Smart! Lifestyle + Design estão em desenvolvimento: um empreendimento de lofts comerciais no bairro Mont'Serrat; um de lofts duplex na zona sul, voltado para o rio Guaíba; e apartamentos dúplex no bairro Moinhos de Vento.

Fonte: PINIWeb

Projetos visam eliminar desperdícios

As caixas de cimento e aço fazem parte do passado. Em tempos de consciência e necessidades ecológicas em alta, qualquer centro comercial que se preze está equipado com "tecnologias sustentáveis", traduzidas em economia de energia, água, materiais construtivos certificados e ambiente atrativo à clientela, que permanece mais tempo nesses locais.

Arquiteto da Multiplan, maior empresa no setor de shopping centers do país, Paulo Baruki comenta que a tendência da racionalização do uso de recursos nesses empreendimentos é mundial e veio para ficar. "Shoppings são estruturas privadas com alma pública que não podem estar fora de sintonia com as questões que preocupam o mundo atual." No Barra Shopping Sul, em Porto Alegre (RS), a empresa obteve economia de 40% em energia com "chaminés solares". As estruturas proporcionam trocas de ar quente e frio e facilitam a iluminação do local sem elevar os custos com ar-condicionado.

Responsável pelo projeto do recém-inaugurado Shopping Park Europeu, em Blumenau (SC), e com mais de trinta anos de experiência no setor, o arquiteto Manoel Dória conta que a necessidade de obras céleres leva ao uso de estruturas pré-moldadas. A tecnologia baixa o desperdício de materiais para em torno de 5%, enquanto em obras convencionais ele chega a 30%. "Os shoppings podem ser montados hoje como grandes legos", explica. Dória também conta que materiais como pedras, madeiras de plantios e aproveitamento de mão de obra local e características climáticas regionais dão uma "cara de Brasil" a várias obras. "Padrões antigos estão caindo ou mudando", ressalta o arquiteto, do escritório Dória Lopes Fiúza.

No centro comercial catarinense, explica Dória, foram usados materiais reciclados no mobiliário e outros equipamentos, a água é resfriada durante a madrugada e distribuída na estrutura durante o dia, 80% da iluminação diurna é natural, há reuso da água da chuva em jardins, vasos e limpeza, painéis fotovoltaicos transformam a luz do sol em eletricidade, sistemas automáticos controlam o acendimento de lâmpadas e a obra deixou boa parte do terreno livre, para absorver as fortes chuvas comuns à região.

Diretor da Thá Engenharia, com obras executadas em Santa Catarina, Paraná e São Paulo, Roberto Thá explica que os projetos para shoppings mudaram em sua essência. Agora, diz, o pensamento é centrado na economia de materiais e redução do desperdício, trazendo inclusive áreas de serviço mais "espartanas" e deixando os maiores investimentos para onde circula a clientela. "A sustentabilidade veio para ficar e está moldando as empresas a essa realidade."

Superintendente da Paulo Octavio, empreendedora com mais de 40 mil imóveis e seis shopping centers no Distrito Federal, Waldyr Lopes comenta que a valorização da farta luz natural brasileira torna os ambientes mais agradáveis e reduz o tamanho da conta de energia para iluminação. A economia média nos centros erguidos pela empresa é de 12%. Ele conta que o Iguatemi Brasília, em construção, vai aproveitar essa possibilidade, bem como torneiras e válvulas de descarga temporizadas para poupar água. Também vai racionalizar os espaços para melhorar a circulação de pessoas e do ar.

Diretor-técnico da Dan-Hebert, construtora que atuou na oitava ampliação do Park Shopping, em Brasília, José Gonçalves Netto conta que não há grande disponibilidade de materiais inovadores à disposição. As melhorias ocorrem em seu uso diferenciado nos contornos dos centros comerciais. "O caminho é de amplos espaços humanizados, associando conforto e segurança. Shoppings atuais se assemelham a casas de muito bom gosto, com aço escovado, granito e madeira", diz. A obra na capital ganhou uma claraboia com mais de 500 metros quadrados. "Aproveitamos a luz natural e destacamos o belo céu da capital."

Atuando em mais de 30 shoppings no Brasil e outros tantos no mundo, incluindo na cidade de Dubai (Emirados Árabes), a francesa Dalkia oferece "pacotes de eficiência" focados na redução do consumo de energia. As medidas incluem uso de condicionadores de ar mais eficientes, de geradores em horários de pico de consumo, troca de instalações elétricas, automação para luzes, claraboias, películas para filtrar a luz solar e até elevar o brilho dos pisos ou afastar aparelhos das paredes. O ar-condicionado responde em média por 60% do consumo de energia nos centros comerciais. O trabalho executado no Shopping West Plaza (SP) permite hoje uma economia de 11% na conta de energia. "É um conjunto de ações que traz resultados, com tecnologias disponíveis no Brasil", diz Heloísa Bomfim, da área de inteligência em shopping centers da empresa.

Dona de dez shoppings no país, a Sonae Sierra inaugurou um centro comercial em Manaus (AM) com placas que convertem a luz solar em energia que aquece água para chuveiros nos vestiários dos funcionários e ilumina o estacionamento externo, onde há lâmpadas econômicas do tipo LED. Quando comparada com uma lâmpada incandescente tradicional, ela traz uma economia de energia de 80%. As descargas nos banheiros usam água da chuva, que também abastece reservatórios de combate a incêndio. Uma estação de tratamento de esgotos permite o reaproveitamento de 500 mil litros de água por dia. A água usada pela clientela para lavar as mãos é reutilizada na irrigação dos jardins.

Roberto Thá lembra que tantas inovações têm custo em média 15% maiores do que uma construção tradicional. Por isso, quem investe em sustentabilidade arca com o preço de ser inovador, diz. "Quem investe hoje é pioneiro e paga os custos dessa mudança, mas será reconhecido no futuro. Não há incentivos fiscais para uso dessas tecnologias", conta. "Sustentabilidade onera os custos de implantação, mas diminui os custos de operação dos centros comerciais", lembra Paulo Baruki, da Multiplan.

Com todas essas mudanças positivas, Manoel Dória avalia que os centros comerciais deixaram de ser estruturas "voltadas para dentro", ganharam nova roupagem, com design arrojado, e integração da arquitetura às cidades, paisagens e ambientes. "Os projetos atuais influenciam o comportamento das pessoas e a ocupação local e regional em seu entorno. A maioria dos projetos nasce hoje com influências na urbanização."

Baruki, da Multiplan, avalia que os debates internacionais vão levar à definição de regras para a construção de shopping centers sustentáveis. O mesmo deve ocorrer no Brasil em breve, pois o país segue normas construtivas europeias ou americanas. "Acredito na definição de normas tropicalizadas, adequadas à matriz energética e à realidade climática do país. Não precisamos depender de recursos não renováveis. Mas não basta criar mundos perfeitos em projetos, os fornecedores de matérias-primas também precisam adequar suas linhas de produção à sustentabilidade", diz.

Fonte: Valor Econômico e ADEMI-RJ

Crédito Aporte Caixa

Embora o home equity exista no Brasil desde 2007, somente agora a Caixa Econômica Federal lança o empréstimo pessoal no qual o imóvel é dado como garantia ao credor até que a dívida seja quitada. Vai se chamar Crédito Aporte Caixa e aceitará o valor venal do IPTU como avaliação para imóveis de até R$ 100 mil. O prazo de pagamento será de até dez anos e as taxas de juros a partir de 1,39% ao mês, acrescidas da TR.

Fonte: Jornal do Comercio e ADEMI-RJ

Os reflexos do adeus de Oprah

Rainha da televisão norte-americana do período diurno sai do ar em 2011, o que levanta algumas questões sobre a mídia daquele país

O anúncio de Oprah Winfrey de que deixará o ar dentro de dois anos, após 25 anos de domínio da televisão diurna nos Estados Unidos com o seu "The Oprah Winfrey Show", surpreendeu o país e levantou algumas questões.

A primeira delas é quem será o substituto em seu horário nas mais de 200 emissoras em todo o país, além dos outros 140 países em que ele é transmitido (inclusive o Brasil, onde o programa é atração da GNT).

O New York Times está apostando em três nomes, citando executivos do mercado de televisão: Ellen DeGeneres, Dr. Mehmet Oz e Phil McGraw, que deverão ser os maiores beneficiados da saída de Oprah.

O The Ellen DeGeneres Show, que é licenciado para estação da NBC até 2011, deverá ter aumento de audiência com a decisão, embora uma fonte do NYT ressalte que ela é mais voltada para entretenimento e Oprah mais para informação. O jornal especula que Ellen tem sido considerada a substituta natural de Oprah, já que, por exemplo, ambas apareceram na capa da The Oprah Magazine de novembro.

O The Dr. Oz Show, também transmitido pela CBS, também se beneficiará na audiência, assim como talk shows com audiências menores, como Martha Stewart, Tyra Banks e Bonnie Hunt.

De qualquer forma, os talk shows sofrerão mais um grande baque em sua estrutura, o que poderá modificar a maneira como eles são tradicionalmente encarados pelas redes. A NBC, por exemplo, buscou uma solução alternativa e colocou o talk show de Jay Leno no horário nobre, o que significa uma mudança radical para um horário mais acostumado com séries.

A segunda questão que precisa ser respondida: para onde Oprah irá? O mais provável, de acordo com as especulações da mídia norte-americana, é que ela seja uma das estrelas da programação da rede de TV por assinatura Oprah Winfrey Network (OWN), que atingiria até 70 milhões de lares nos Estados Unidos. Trata-se de uma parceria com a Discovery, anunciada na primeira quinzena de novembro.

De qualquer forma, sua movimentação não deixa de ser um indicativo do fortalecimento da TV por assinatura nos Estados Unidos durante a crise financeira. Foi a única mídia que não teve queda de faturamento no primeiro semestre, ficando à frente inclusive da publicidade online.

Oprah, por sua vez, disse que o fim do programa se deve ao fato de que ela "ama muito" o Oprah Winfrey Show, "a ponto de saber quando é hora de dizer adeus".










Fonte: Meio e Mensagem

Fiat Mio atrai dez mil internautas

Projeto de criação conjunta contou com a participação de usuários de mais de 150 países e encerra primeira etapa

Chegou ao fim a primeira etapa do Fiat Mio. Pensada para que os consumidores participassem ativamente da construção do FCC III - o carro protótipo da montadora - a ideia mobilizou cerca de dez mil internautas residentes em mais de 150 países ao redor do globo. No total, mais de sete mil sugestões que foram desde design até acessórios para segurança. Os brasileiros, porém, responderam pela maioria contabilizando 65% das participações. O restante partiu de clientes residentes em outras localidades como Estados Unidos, Alemanha, Japão e até mesmo Laos e Vietnã.

Agora o projeto entra em sua segunda fase, quando os designer e engenheiros da Fiat começarão a trabalhar em cima do desenvolvimento do protótipo. "Queremos criar um carro fiel aos desejos dos clientes e agora começamos a buscar soluções reais de tecnologia", afirma Giancarlo Bertoldi, diretor de engenharia da Fiat na América Latina. O portal (clique aqui), no entanto, continuará ativo e aberto a outras ideias que possam chegar. Entre as sugestões postadas, 65% foram referentes às categorias segurança, materiais, propulsão e infotainment.

No balanço das sugestões, a montadora percebeu que o carro desejado pelos internautas participantes deverá ser urbano, compacto, econômico e ecologicamente correto, fazendo uso de energia limpa e levar materiais ecológicos em sua construção. Além do design arrojado, a modernidade também é considerada na inclusão de um sistema que integre celulares, tocador de música digita e GPS. O modelo, que será apresentado no ano que vem durante o Salão Internacional do Automóvel em São Paulo, também deverá prezar pela capacidade de customização.

Fonte: Meio e Mensagem

Petrobras promove concorrência relâmpago

A FSB venceu concorrência relâmpago promovida pela Petrobras para um job internacional de dois meses. Batizado de "plano global de comunicação", o projeto foca os 30 países onde a empresa atua.

A carta-convite enviada às agências de relações públicas com escritórios no exterior solicitava a elaboração de uma estratégia de divulgação e road shows no exterior com o objetivo de captar investidores interessados na exploração de petróleo no Brasil.

Somente o Pré-Sal, exigirá a instalação de onze plataformas que no mercado internacional custam entre US$ 1,5 bilhão e US$ 1,8 bilhão. O objetivo da Petrobras é captar recursos para iniciar a exploração das novas reservas até, no máximo, 2018.

As agências participantes - Companhia de Notícias, Hill & Knowlton, Máquina da Notícia e Ogilvy PR - tiveram menos de uma semana para elaborar suas propostas, o que desagradou a algumas das convidadas.

A informação é da coluna Em Pauta, publicada na edição 1386 de Meio & Mensagem, que circula com data de 23 de novembro de 2009.

Fonte: Meio e Mensagem

Tendência do Home Office

Trabalhar em casa pode parecer o melhor dos mundos. Não se perde tempo no trânsito, é possível fazer o próprio horário e ficar mais com a família. Ainda dá para decorar o ambiente, trabalhar ouvindo música e vestir uma roupa confortável. Em contrapartida, é preciso ter muita disciplina, organização e tomar alguns cuidados para não se isolar – um dos pontos negativos da tendência dos home offices apontados por Ricardo Antunes, professor da Unicamp e especialista em sociologia do trabalho. Autor do livro Infoproletário – Degradação real do trabalho virtual (Ed. Boitempo), ele diz que o expediente caseiro pode marcar a quebra de laços sociais. “Transferir o trabalho produtivo para o ambiente doméstico é muito vantajoso para as empresas – que se isentam de um conjunto de benefícios ao trabalhador – cabe ao profissional tirar vantagem da situação”, afirma Antunes.

Mas hoje em dia o espaço para escritório é presença quase obrigatória nos projetos arquitetônicos de casas e apartamentos. “Em breve, ele será tão essencial quanto o banheiro e os quartos. Muitos prédios já estão saindo da planta com home office”, salienta a arquiteta Ana Carolina M. Tabach, diretora de projetos da C + A Arquitetura e Interiores.

Adaptar a casa para o trabalho requer planejamento. É preciso se ater a uma série de questões, como organização, iluminação e materiais (leia mais ao lado). “Seja qual for o propósito de transformar a morada em um substituto do escritório, ou na extensão dele, é muito importante criar um espaço funcional, aconchegante e livre de improvisos”, ensina a arquiteta.

Se unir casa e trabalho já é difícil, misturar casa, trabalho, casamento, filho e cachorro é mais ainda. A solução encontrada pela figurinista Teka Paes de Carvalho, de 31 anos, e pelo designer Marko Brajovic, de 35, foi reformar o terceiro andar da casa e transformá-lo em um escritório acoplado. As paredes dos três antigos quartos foram derrubadas e o ambiente hoje abriga o ateliê de Teka.

“A vantagem do projeto é que temos uma escada que leva ao escritório sem passar pela casa”, explica a figurinista, ressaltando a separação entre os dois ambientes. “Quando desço é como se saísse do escritório e chegasse em casa rapidamente”, comenta. “Tenho mais tempo para ficar com minha filha, de 3 meses, almoço em casa e participamos mais do trabalho um do outro.” Para abrigar o escritório de Marko, a varanda desse terceiro andar foi fechada com vidro e foi instalada uma extensa bancada que comporta até sete pessoas ao mesmo tempo.

Enquanto alguns dão maior ênfase à instalação do home office e executam grandes reformas, outros adaptam a casa dentro de um orçamento menor, como fez a arquiteta Regina Strumpf. “A única alteração que fiz quando decidi trabalhar em casa foi colocar a mesa ao lado da janela para olhar a jabuticabeira e a água da piscina, que inspiram e acalmam”, diz. A desvantagem de não ter um ambiente exclusivo para o trabalho é o uso coletivo da sala, que acaba tirando parte da concentração de Regina. “O espaço também funciona como sala de TV da família e muitas vezes me desconcentro.”

Mas, mesmo assim, a arquiteta, que durante anos foi diretora da loja de tecidos Formatex, adora trabalhar em casa e não se imagina mais em uma grande empresa. Usufruindo o máximo possível da tecnologia, ela mantem até uma estagiária à distância. “Trabalhamos muito bem separadas, nos falamos pelo telefone e pela internet, fazemos reuniões uma vez por semana e saímos juntas para acompanhar as obras”, conta.

Assim como Regina, Flávia Pegorin, de 34 anos, não pretende parar de trabalhar em casa. A jornalista, que decidiu trocar a redação pela própria casa quando estava no quinto mês de gestação, diz que se adaptou muito bem à nova rotina. Primeiro, queria um bom quarto de trabalho, com uma prateleira grande, mas depois percebeu que o quarto ficava muito isolado da casa e não recebia luz natural. “Comprei uma escrivaninha, pintei a parede e mudei o escritório para a sala. Agora fico em um lugar onde bate sol e que tem a minha cara.” De qualquer forma, o escritório de Flávia é portátil. “Às vezes pego meu computador, com internet móvel, e vou trabalhar em um café.

O executivo Lysandro Trotta, de 32 anos, cumpre seu expediente em casa e dirige uma empresa com 20 funcionários – em que todos fazem home office. Para ele, o importante é criar de fato um ambiente profissional. “Coloquei até uma plaquinha de ferro na porta com o nome da empresa.”

A juíza Caren Cristina Fernandes, de 37 anos, não abre mão de ir ao fórum. “Gosto do ambiente de trabalho e, todas as tardes, presido audiências”, conta. Mesmo assim, ter um espaço de trabalho em casa é fundamental, ela admite. E como o trabalho de Caren se estende até a noite e nos fins de semana, a solução foi construir um espaço funcional em sua morada. “Precisava de um lugar para abrigar os livros, fazer despachos e elaborar sentenças.” Seu home office foi projetado ainda na planta. “Fiz essa exigência no projeto do apartamento”, explica.

Seja como for, é possível tornar o ambiente profissional doméstico mais efetivo – se bem planejado – sem perder as vantagens de trabalhar onde se mora.

MANUAL DO HOME OFFICE:
1) Arrumar a casa é o primeiro passo para a montagem do escritório doméstico. Jogar fora coisas que não são mais usadas costuma liberar de 15% a 20% de espaço útil

2) Projetos de home office são elaborados de acordo como perfil de cada cliente – se ele vai realmente trabalhar em casa ou utilizar o escritório esporadicamente. É importante o arquiteto saber se o profissional mora sozinho, se tem filhos pequenos, se pretende dividir o espaço com assistentes ou se vai receber clientes e fornecedores

3) Após a definição do melhor local disponível na casa ou no apartamento, é preciso verificar as instalações elétricas, pois serão necessárias tomadas e pontos extras para telefone e conexão de banda larga

4) O projeto arquitetônico do home office tem de prever a acomodação de todos os recursos tecnológicos que o profissional vai usar – computador, fax, impressora e telefone – e estar pronto para futuras expansões

5) Falta de espaço não é desculpa para deixar de organizar o ambiente de trabalho. Em 3 m², por exemplo, é possível instalar uma bancada confortável, armário, prateleiras ou nichos e um gaveteiro sob a bancada

6) É importante optar pela fiação camuflada

7) É possível economizar energia com uma janela ampla, mas deve-se evitar instalar a bancada do computador contra a abertura – o reflexo da luz no monitor é prejudicial

8) Para dar o acabamento geral, é importante escolher materiais de aparência leve e que sejam fáceis de limpar, como laminado melamínico no tampo da bancada

9) Móveis para escritório podem ser ergonômicos e de fácil manutenção. Mesas com desenho em ‘C’ ou ‘L’ evitam deslocamentos na cadeira. Bordas arredondadas não machucam o corpo e tampos opacos não refletem a luz

10) O ideal é que se tenha à disposição apenas o essencial para desempenhar as tarefas. Uma boa opção é instalar um painel magnético para lembretes e recados.

Fonte: Estado de São Paulo e Zap Imóveis


Singapore Civic & Culture Center

Com inauguração marcada para 2011, o Centro Cívico e Cultural de Singapura projetado pelo escritório Aedas, ocupará uma área de 54.000m² em Vista Xchange, nos arredores de One-North, Singapura, e terá, além dos espaços culturais e cívicos, também um espaço comercial. A parte superior terá um auditório com capacidade para 5 mil pessoas, que ligará a parte comercial até as funções culturais e cívicas que ficam mais acima no prédio.




Por trás de toda esta infra-estrutura haverá uma administração bem preparada e espaços técnicos que também serão de grande importância. E só para esclarecer a disposição da obra, a intenção do arquiteto era justamente esta, não deixar claras as linhas entre seus vários elementos, juntando tudo de uma maneira bem excêntrica e brincando com a interação entre o interno e o externo para criar este prédio no mínimo curioso.


http://www.aedas.com/

Fonte:
Reprint






Prédio corporativo agora é vendido no varejo, por andar

Depois dos investidores institucionais e estrangeiros, os milionários também entraram no mercado de prédios comerciais de altíssimo padrão. Grandes investidores pessoas físicas - com R$ 5 milhões para investir em um andar inteiro de prédios comerciais de alto padrão - estão mudando o perfil e a lógica do segmento dos imóveis corporativos. Prédios que tradicionalmente têm, no máximo, três a quatro investidores, agora começam a ser vendidos de forma fracionada.

A febre das salas comerciais pequenas - foco dos lançamentos de várias incorporadoras residenciais a partir do fim do ano passado - mostrou que havia demanda para a venda de andares inteiros. Muitos dos compradores de salas de 40 m2 juntaram várias salas para ter acesso a uma metragem maior e acabaram adquirindo um andar inteiro.

A primeira incorporadora que começou a testar a venda de prédios corporativos no varejo foi a BN Corp, joint venture entre a Bueno Nettoe a Merrill Lynch. Até o momento, a companhia já fez três lançamentos - dois na Vila Olímpia e um na Verbo Divino - e vendeu metade de cada empreendimento para grandes investidores pessoas físicas. "Se quiséssemos vender mais, haveria demanda", afirma Sandra Ralston, presidente da BN Corp. A empresa vai esperar para ver se vende a outra metade para vários investidores ao final da obra - a um preço maior - ou se vende em bloco para um grande investidor, como se faz tradicionalmente nesse mercado.

Para ter acesso ao comprador, a BN Corp contratou a Lopes, empresa tradicional na venda de imóveis residenciais. A Lopes, que havia identificado a demanda quando começou a vender as saletas comerciais menores, resolveu atuar no segmento de corporativos. A contratação de uma imobiliária representa a primeira quebra de paradigma importante nesse modelo de venda pulverizada, dominado pelas multinacionais, como Jones Lang la Salle, CB Richard Ellis e Cushman & Wakefield. "Nós temos o cliente interessado nesse tipo de investimento, com dinheiro, mas sem acesso à esse mercado", afirma Mirella Parpinelli, diretora técnica de atendimento da Lopes.

O perfil desse novo investidor de andares inteiros de prédios comerciais são empresários, muitos deles de fora de São Paulo, que pagam entre 25% e 30% à vista e podem desembolsar prestações de R$ 200 mil durante a obra. Diante da queda das taxas de juros, não se importam em ter uma rentabilidade de 0,6% a 0,7% ao mês, já que o tradicional 1% de renda deixou se ser realidade há muito tempo - especialmente com o aumento dos preços dos imóveis. "São investidores antigos, que já possuem muitos imóveis e costumam investir em residencial de alto padrão na planta", diz Mirella. Nesse tipo de negócio, o comprador só entra depois de todas as aprovações concluídas e a obra iniciada.

O preço médio desses imóveis oscila entre R$ 8 mil e R$ 9 mil o metro. Dois dos prédios da BN Corp têm 600 metros quadrados cada andar e o outro, mil metros quadrados por andar. "Muitos compradores querem um andar inteiro para dividir e alugar para duas empresas, já que há carência de espaços de 300 metros quadrados em São Paulo", afirma Guilherme Bueno Netto, da Bueno Netto. "O comprador precisa ter cuidado para ver se a conta fecha lá na frente", afirma fonte do mercado.

A entrada pulverizada de investidores muda a lógica do mercado. Como não há financiamento bancário para esse tipo de construção - o Banco do Brasil está estruturando o primeiro contrato com a Tishman Speyer - normalmente as empresas dependem de um aporte de capital de um investidor institucional (um fundo nacional ou estrangeiro, fundos de pensão). Constroem o prédio, alugam para grandes empresas - de preferência com uma única grande companhia - e, depois de um tempo, vendem o prédio já alugado.

Agora, com a entrada desses "grandes pequenos" compradores, a incorporadora consegue ter fluxo de caixa para financiar a obra e a procura do locatário fica por conta do cliente. "Isso nos traz capital para fazer novos investimentos", diz Sandra.

Esse novo modelo remete aos anos 80 e 90, antes da entrada de investidores estrangeiros no Brasil. Nessa época, vários investidores (geralmente grandes famílias) se juntavam para fazer a incorporação. Participavam desde o início, da compra do terreno até a obra pronta e assumiam o risco do empreendimento - o que garante um retorno maior. Os críticos desse modelo dizem que esse formato afasta o possível comprador de um prédio inteiro, que teria de negociar com vários vendedores.

Diferente dos prédios comerciais pequenos, esses edifícios, também chamados de Classe A, têm ar-condicionado central, andares de mil metros quadrados em média e infraestrutura para cabeamento. Segundo estudo da CB Richard Ellis, no terceiro trimestre, a taxa de vacância (imóveis vagos) em São Paulo foi de 6,5% para o mercado geral e de 8% para os espaços Classe A. O valor de locação varia de R$ 14 (centro de São Paulo) a R$ 110 por metro quadrado por mês (Marginal Pinheiros).

Fonte: Valor Econômico

Perspectivas para o Brasil em 2010 e as tendências do setor imobiliário

A Fiabci/Brasil e o Secovi-SP promovem no próximo dia 4/12, das 12 às 14h30, reunião empresarial com lideranças, especialistas e empresários do setor que falarão sobre as possibilidades para 2010 na área econômica e especificamente nos segmentos de crédito imobiliário; incorporação e construção, e comercialização e vendas.

A reunião será realizada no edifício-sede do Secovi-SP. Informações e reservas na secretaria da Fiabci/Brasil, pelo telefone (11) 5078-7778 ou e-mail fiabci@fiabci.com.br .


Fonte: SECOVI-SP

Que venham as cores

O arquiteto britânico Wiil Alsop foi encarregado pela Tees Valley Regeneration a criar um novo projeto que iria restaurar e reposicionar não apenas a cidade de Middlesbrough (no Nordeste da Inglaterra), mas também todo o Tees Valley Corridor, proporcionando um estímulo par
a uma aproximação em toda a área.

A solução apresentada por Alsop foram construções que seguem o estilo de seus trabalhos anteriores, modernos e arrojados, criando uma nova visão para o Greater Middlehaven, que irá estimular e estabelecer a área, definitivamente, como uma referência internacional em regiões à beira rio. Assim, sua missão de criar uma linda paisagem que perdurasse através de gerações foi cumprida. O local foi preenchido por construções que incluem novos escritórios, residências e um novo prédio para o Middlesbrough College. Também realizou o sonho de prosperidade e uma vida melhor de muitas pessoas.



Só para lembrar, Alsop foi o homem que criou, por exemplo, o Palestra Building e a Packham Library, em Londres, também o Hotel du Department des Bouches du Rhone em Marseille e o Sharp Centre for Design em Toronto. Ele é conhecido por seus prédios divertidos com cores fortes, formas incomuns e muitos ângulos. Dica: acesse seu site e confira suas outras obras.

http://www.alsoparchitects.com/

Fonte: Reprint

Seguradoras e bancos não fazem seguro de imóveis tombados e preservados

Os prédios tombados ou mesmo preservados estão desprotegidos. Bancos e grandes seguradoras se recusam a fazer seguro desses imóveis. As empresas alegam dificuldades para mensurar o valor de mercado das construções e, em caso de sinistro, se dizem impossibilitadas de recuperar as características arquitetônicas originais. A norma vale inclusive para as construções nas Áreas de Preservação do Ambiente Cultural (Apacs).

Há contratos que chegam a ser fechados - mas isso só acontece nos casos em que a empresa não sabe que o prédio é tombado. É o caso, simplesmente, de um dos ícones da arquitetura moderna do Rio: o Bristol, um dos três prédios de Lucio Costa no Parque Guinle, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Ele está segurado pela SulAmérica, porque, informa a assessoria da companhia, “não consta de nossos arquivos que o prédio seja tombado”.

Além da SulAmérica, Bradesco, Itaú-Unibanco, Santander, Caixa Econômica (CEF) e Porto Seguro também não oferecem seguro para imóveis tombados. Ironicamente, a própria sede do Iphan não pode fazer um seguro. Foi recentemente que o superintendente do instituto, Carlos Fernando Andrade, descobriu a restrição imposta pelas seguradoras. Que considera absurda:

“A recusa das empresas é mais um fator que joga os donos dos imóveis contra o conceito de proteção do patrimônio. Se um bem tombado pode ser vendido ou até mesmo leiloado, por que não pode ser avaliado pela seguradora? E, no caso das Apacs, que contemplam conjuntos urbanos e não o bem de maneira isolada? Não há justificativa para o seguro não ser feito.”

IMÓVEL PERDE SEGURO AO GANHAR PROTEÇÃO - Após anos pagando seguro de um imóvel em Paquetá, no Rio, a professora Daisy Lucchetti descobriu, “por acaso”, que em caso de incêndio ou qualquer outro sinistro assegurado pelo contrato, seu apartamento estaria descoberto. Afinal, desde 1999, ele integra a Apac da ilha, ou seja, consta na lista dos chamados imóveis não seguráveis da SulAmérica.

“Fiquei surpresa ao ler a apólice e acionei a seguradora, que confirmou a informação. Paguei o seguro durante anos, sem saber que não tinha utilidade. Consegui cancelá-lo, mas só recebi metade do valor pago”, diz Daisy.

Fonte: Zap Imóveis

Seguro Habitacional: banco tem que apresentar opções

Para tentar reduzir o peso do seguro obrigatório nos valores das prestações de seguros habitacionais, o Conselho Monetário Nacional (CMN) determinou que os bancos operadores do SFH ofereçam ao menos duas opções de seguros para os mutuários. A resolução, que passa a valer dentro de 90 dias, tem o objetivo de acabar com o monopólio nessas operações de seguradoras geralmente pertencentes ao mesmo grupo econômico dos bancos.


Além disso, os mutuários poderão trocar de seguradora a qualquer momento durante o prazo do financiamento. Em um ramo dominado por poucas empresas, atualmente o seguro obrigatório chega a representar mais de 30% do valor da prestação dos financiamentos habitacionais. A decisão do CMN também determina a padronização das apólices, que deverão especificar as coberturas mínimas de cada plano, conter um conjunto de informações básicas para o cliente e informar o custo efetivo total do seguro.

Fonte: ADEMI-GO