Banco privado aposta no crédito imobiliário e empresas

Crédito imobiliário e financiamento a pequenas e médias empresas são as apostas dos grandes bancos privados para reconquistar o espaço perdido para Banco do Brasil (BB) e Caixa Econômica Federal este ano. As duas áreas que até recentemente eram pouco exploradas pelos líderes do mercado devem fazer a diferença em 2010.

Em 2009, o setor privado perdeu quase cinco pontos porcentuais na participação do crédito no País, fatia que foi abocanhada pelas instituições públicas. A participação dos bancos privados (de todos os portes, incluindo os estrangeiros) no crédito total era de 59,3% em outubro, segundo dados do Banco Central (BC). Em igual mês do ano passado, foi de 65,1%.

Ao mesmo tempo, as instituições públicas avançaram sua participação de 34,9% para 40,7%. Reconquistar o espaço perdido exige que Itaú Unibanco, Bradesco e Santander apresentem crescimento de suas carteiras de crédito acima da expansão dos dois grandes bancos públicos, o contrário do que ocorreu em 2009.

No discurso, todos os grandes bancos, incluindo os públicos, trabalham com expectativas de crescimento da carteira entre 20% e 25%. No entanto, os privados se mexem para garantir uma expansão maior do total de empréstimos em 2010.

O Bradesco recentemente recriou as diretorias regionais para dar maior agilidade nas concessões de novos empréstimos. ?Não temos a obsessão em sermos o primeiro, mas temos um norte definido, que é reduzir a distância que temos dos primeiros colocados?, afirma o diretor executivo do banco, Milton Pelegrino. O Bradesco é a segunda maior instituição financeira privada do País e a terceira, considerando as públicas. Itaú Unibanco lidera entre os privados. Considerando todo o sistema financeiro, o BB ocupa a primeira colocação no ranking de ativos do BC.

O executivo acredita que o crédito imobiliário será um dos principais pilares do crescimento da carteira total. Os projetos em análise reforçam essa avaliação. No Bradesco, as incorporadoras apresentaram em novembro entre R$ 200 milhões e R$ 250 milhões em projetos por semana para avaliação. Pelegrino lembra ainda que a cadeia produtiva do setor de construção é muito ampla e, por essa razão, as concessões de financiamento imobiliário indiretamente ajudarão a expandir outras modalidades de crédito, como o capital de giro.

O segmento de pequenas e médias empresas é outro que deverá apresentar um crescimento acima da média no Bradesco. Para atender a esse grupo de clientes, o banco treinou 24 gerentes. Esses profissionais vão atuar nas diretorias regionais para dar o suporte técnico a produtos mais especializados, como os repasses do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Outros 28 passarão pelo mesmo treinamento brevemente.

No Itaú Unibanco também foi feito um trabalho especial para atender às pequenas e médias empresas. Em outubro, o banco criou o Crescer Empresas, que oferece orientação empresarial. O suporte vai além do crédito e abrange áreas ligadas à gestão da empresa, como a melhor opção tributária. Com maior estabilidade na economia, o banco avalia que essas empresas têm capacidade de crescer e ampliar os investimentos e, assim, gerar mais negócios para a instituição.

Outra ação do Itaú Unibanco para esse público foi o desenvolvimento de produtos específicos, como fechamento de câmbio online via celular e um sistema para receber as compras feitas com cartões em suas lojas virtuais. A atenção dada ao segmento é explicada pelo fato de o crédito para pequenas e médias empresas ter crescido 18,1% nos 12 meses encerrados em setembro, expansão quase três vezes superior ao aumento de 6,2% da carteira total de pessoas jurídicas, que inclui as grandes companhias. Com todo o suporte dado às pequenas e médias empresas, a diretora de Produtos Empresariais do banco, Sandra Boteguim, espera que o segmento mantenha um crescimento expressivo em 2010.

Já o Santander não fez declarações sobre suas projeções para o crescimento em 2010 por ainda cumprir o período de silêncio de sua oferta pública realizada em outubro. No entanto, os dados do banco indicam que ele está preparado para um forte crescimento nas operações de crédito nos próximos anos. No fim de setembro, o banco registrava um índice de Basileia de 17,8%, ante os 14% do mesmo mês de 2008. O índice mede a capitalização de uma instituição financeira. No Brasil, o total de patrimônio deve corresponder, em média, a no mínimo 11% dos empréstimos. Quanto maior a Basileia, maior a capacidade de concessão de crédito do banco.

No caso do Santander, o indicador será ainda reforçado com os recursos da oferta pública. Parte dessa capacidade deverá ser destinada ao setor imobiliário, área em que o banco já demonstrou o desejo de avançar.

Itaú Unibanco e Bradesco também estão com o índice reforçado. No Itaú, o indicador estava em setembro em 16,3% e, no Bradesco, em 17,7%. Como os públicos apresentaram uma forte concessão de empréstimos no decorrer de 2009, a base de capital está menor. No caso do BB, a Basileia era de 13% em setembro, podendo chegar a 13,9% com a consolidação no patrimônio de uma emissão de bônus perpétua e uma dívida subordinada.

Fonte: AE Investimentos

Alívio nos contratos de aluguel

A inflação deu uma trégua, e quem ganha são os locatários de imóveis que têm contratos com aniversário de reajuste em dezembro. O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), parâmetro para as correções, voltou a registrar deflação este mês, com queda de 0,18% (na segunda prévia de dezembro). No mês passado, a alta verificada no índice foi de 0,09%, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

De acordo com o Sindicato da Empresas de Compra, Venda e Locação de Imóveis (Secovi), nos últimos 12 meses, o índice acumula queda de 1,31%, que é quanto o valor tende a cair. Na prática, é possível reivindicar a redução. Em um aluguel de R$ 1 mil, o valor pode cair para R$ 986,90, por exemplo. Aluguéis de imóveis já registraram reajustes negativos recentemente, nos meses de setembro e outubro.

Para a empresária Carolina Tavares, 22 anos, a notícia da deflação no índice justamente no mês em que ela tem reajuste de contrato é boa. Mas Carolina não pretende negociar valor menor com a administradora, pelo menos por hora. "Esse 1,31% não representa valor importante no meu aluguel. Não chega a R$ 15 por mês. Se ficar como está já é de bom tamanho", comenta.

A Tendências Consultoria projeta que o índice deverá encerrar 2009 com deflação de 1,60%, mais acentuada do que era previsto (queda de 1,30%).

A nova Lei do Inquilinato, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva há duas semanas, entra em vigor em 25 de janeiro. A partir daí, as brigas judiciais entre locadores e locatários de imóveis passarão a ser resolvidas ainda em primeira instância na Justiça, o que abreviará, e muito, o tempo de espera de uma sentença. Estima-se que isso deva ocorrer em 45 ou 60 dias, facilitando os despejos.

O mercado aposta que as regras mais rígidas vão representar risco menor , desonerando, inclusive, os contratos de seguro-fiança ou requerendo menos do fiador. Isso ampliaria a oferta de imóveis, com consequente queda nos preços.

Para locação
Pesquisa

Escolha o bairro para pesquisar preços e opções de acesso, transporte e serviços (supermercados, padarias, farmácias, academias e escolas), recomenda Roseli Hernandes, gerente de Locação e Vendas da Lello.

30% da renda
Defina uma faixa de preço de aluguel, incluindo IPTU e condomínio, que não pode comprometer mais do que 30% da renda líquida.

Vistora
Antes de assinar o contrato, a imobiliária deve providenciar vistoria no imóvel, de preferência, com o proprietário presente.

Garantia
As opções atuais são: fiador, seguro-fiança, seguro-fiança premiada e a caução.

Documentos
Três últimos contracheques, carteira de trabalho, identidade, CPF e cópia do vínculo empregatício anterior. Profissional liberal:cópia da última declaração do IR e de retirada mensal.


Fonte: O Dia e ADEMI-RJ

Lançamentos de lofts apostam em serviços e área de lazer

A definição de loft se tornou um tanto elástica no glossário dos incorporadores. Uma prova disso é a diversidade de empreendimentos que agora se encaixam nesse conceito.

Uma das propostas que emprestam o nome é a da IdeaZarvos. "O cliente define a planta", resume Guilherme Fiorotto, arquiteto da empresa.

"Pode ser um loft todo aberto ou um apartamento normal, 'fechado'. As unidades têm áreas diversas, de 90 m2 a 400 m2, o que permite oferecer produtos para públicos diversos." Entre eles, os de solteiros, divorciados e recém-casados.

Indicativo de que esses imóveis são pensados para orçamentos também diferenciados são os preços --que variam de R$ 400 mil a R$ 3 milhões-- e a localização --todos ficam na zona oeste da cidade. O valor do metro quadrado vai de R$ 5.500 a R$ 7.000.

Paulo Mencarini, 31, instalou-se em um loft de 160 m2 em Perdizes. "Por eu ser arquiteto e minha mulher, antenada em moda, design e decoração, queríamos um apartamento na contramão do mercado", conta.

"Compramos o bem na planta e decidimos que seria entregue sem acabamento. Um espaço vazio. Definimos a execução do mezanino, uma nova suíte, a posição dos espaços."

A MaxCasa desenvolveu um produto semelhante, o MaxHaus. O comprador determina o número de dormitórios e as divisões de ambientes nas unidades de 70 m2. Há preços mais em conta, na faixa de R$ 200 mil, mas o custo para erguer paredes é adicional.

É possível comprar mais de um apartamento e agregá-los; são quatro por andar. "Atraímos casais jovens sem filhos e pessoas que se separaram", conta Andreas Auerbach, diretor da MaxCasa.

Os projetos de lofts e de estúdios se dividem com relação às áreas comuns. "Quando cabe no terreno, colocamos piscina e academia", menciona Fiorotto, da IdeaZarvos. "Mas somos contra o condomínio-clube. Não faz sentido ficar isolado no prédio, é preciso desfrutar do que a cidade oferece."

Balada na cobertura

Outras incorporadoras caminham em sentido oposto, como a Stan. "Cada vez mais as pessoas querem facilidades onde moram", diz André Neuding Filho, diretor da empresa. "Nossos lofts hoje oferecem mais itens de lazer, como uma sala de ginástica sofisticada."

Serviços "pay-per-use", um bicicletário com vagas espaçosas e um salão de festas na cobertura compõem o pacote de agregados de dois empreendimentos que a Sotheby's, imobiliária especializada no mercado de alto padrão, planeja comercializar em 2010.

O público-alvo que se pretende atrair é o de jovens executivos solteiros, na faixa etária de 30 a 40 anos, prevê Celso Pinto, diretor de lançamentos da empresa em São Paulo.

Serão unidades de 45 m2 a 90 m2 no Brooklin, "perto da Berrini", e no Itaim, "perto da Faria Lima" --regiões da zona oeste--, de dois quartos, um "ou zero, como um loft todo aberto". Os preços vão de R$ 300 mil a R$ 1 milhão -até R$ 12 mil por metro quadrado.

Fonte: Folha de São Paulo

Unidades com maior área útil ganham perfil de casa para famílias com filhos

O comprador de loft costuma ser visto como alguém que quer morar sozinho --e geralmente por um tempo determinado. Alguns lançamentos, porém, depõem contra essa condição.

"Não costuma ser o apartamento final das pessoas", observa Marcelo Lara, diretor-presidente da imobiliária que leva seu nome. "São normalmente jovens que não aguentam mais ficar na casa da mãe e pretendem averiguar como é viver sozinho."

Mas já existem empreendimentos que focam o perfil família, como alguns da Stan. "Produtos com áreas maiores, de 250 m2 e três suítes", detalha André Neuding Filho, diretor da empresa. "Com sala infantil e quadra recreativa no lazer."

Fazer do loft um condomínio-clube passa ainda pela necessidade de modificar outro aspecto historicamente percebido nesse tipo de habitação, diz Neuding. "Quem mora em loft precisa desse ambiente de convivência para encontrar pessoas da mesma tribo."

Sem algazarra

A julgar pela percepção de alguns moradores desse modelo de imóvel --e também de estúdios--, Neuding tem razão.

"Você não conhece ninguém", sintetiza Emilio Fugazza, diretor da EZTec que vive em um loft em Moema (zona sul), a respeito de sua integração com os vizinhos do condomínio de 128 unidades.

"O maior problema de morar nesses imóveis é o baixo nível de convivência humana. Em compensação, na reunião de condomínio aprova-se tudo sem muita discussão, e a inadimplência é muito baixa."

Fugazza aponta ainda a ausência da algazarra de crianças. "Não é um edifício em que se possa constituir uma família."

A produtora visual Ana Paula Amaral, 36, solteira, inquilina de um estúdio de 35 m2 em Pinheiros, também nota a ausência dos pequenos nas áreas comuns: "Não tem criança correndo pelo prédio", afirma.

"Fico pouco em casa e aproveito mais as áreas comuns, em que há piscina, academia, sauna. Pelo valor que pago alugaria um dois-dormitórios comum, mas prefiro um espaço menor, mais fácil de limpar."

Fonte: Folha de São Paulo

Construção civil: otimismo para 2010

Depois de revisar para baixo a maior parte das projeções para 2009, a cadeia da construção civil está otimista para 2010. O crescimento esperado pela área – composta pelo mercado imobiliário, por obras públicas, pelo segmento privado de ampliação de unidades comerciais e industriais e pela autoconstrução e reforma pelas famílias – para o ano que vem é de 8,8%, após a expansão prevista de 1% neste ano, que foi marcado pelos efeitos da crise financeira global.

Fonte: Jornal da Tarde e Zap Imóveis

Crédito para casa própria deve crescer 23% em 2010

O volume de recursos destinados ao financiamento da casa própria deve crescer 23% em 2010, se comparado ao que foi emprestado neste ano, segundo representantes do setor de crédito imobiliário. Os R$69 bilhões previstos virão tanto do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) quanto do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Em 2009, foram emprestados R$56 bilhões para a compra de casas e apartamentos. A Caixa já anunciou que R$24 bilhões do FGTS serão destinados ao financiamento de imóveis em 2010. Os dados sobre os recursos da poupança deverão ser divulgados na semana que vem. Mas a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) prevê a destinação de R$45 bilhões para o segmento.

Fonte: Extra e ADEMI-RJ

O ano de 2009 foi das construtoras na Bolsa

Faltando apenas seis pregões para o investidor estourar o champanhe, o Índice Bovespa (Ibovespa), principal indicador da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), deve encerrar o ano com alta de cerca de 80% (77,88% até sext ano de 2009 se aproxima do fim e é hora de fazer as contas. Quem olha para trás e ignora o que aconteceu antes de janeiro nem acredita que vivemos "a pior crise desde 1929", como a-feira). A valorização é comparável apenas à de 2003, quando a Bolsa subiu 97,34%.

No cenário atual, o grande vencedor foi o setor da construção civil, cujas ações sobem, em média, 204%, até dia 14, revela reportagem de Felipe Frisch publicada na edição desta segunda-feira no GLOBO. Foi justamente o segmento da economia que mais apanhou no mercado de ações no ano passado, devido à sua dependência do crédito e à perspectiva de que as torneiras dos bancos secariam.


Fonte: O Globo e ADEMI-RJ

Souza Cruz reedita sucesso de Hollywood

Com a publicidade banida da comunicação da indústria de cigarros, a Souza Cruz usa o lançamento de novos produtos e, sobretudo, de embalagens como estratégia para continuar vendendo. A mais nova ação é um clássico. A empresa acaba de lançar o Hollywood Original Classic.


O cigarro traz de volta a autêntica embalagem que fez grande sucesso na década de 1980 em edição limitada que será vendida durante quatro meses em todo o Brasil. O Hollywood é a segunda marca mais vendida no país, com 13,1% de participação de mercado, atrás apenas de Derby.

Fonte: Mundo do Marketing

Chery faz blitz para divulgar primeiro lançamento no Brasil

A Chery está chegando no Brasil e escolheu o Guarujá para realizar uma ação para promover o utilitário-esportivo Chery Tiggo. A montadora independente chinesa promoverá uma blitz com o objetivo de apresentar seu primeiro automóvel lançado em território nacional. A ação acontecerá entre 31 de dezembro e 31 de janeiro nas ruas e praias da cidade litorânea de São Paulo. Em parceria com a rádio Metropolitana, os convidados poderão fazer test-drives e ganhar brindes da marca.


Fonte: Mundo do Marketing

Unilever terá rol de agências digitais

A Unilever anunciou mudanças em relação à publicidade digital, o que inclui uma concorrência regional na América Latina para criação de um rol local de agências que farão o atendimento. A informação foi publicada nesta sexta-feira, 18, pelo Advertising Age. A medida afeta ainda a América do Norte, Europa e Ásia, que também terão suas concorrências.

Além dos grupos de agências em cada região, a Unilever trabalhará com um rol global composto inicialmente por Razorfish, EuroRSCG, AKQA e Lean Mean Fighting Machine, com espaço para novos nomes, o que deve incluir em breve a Sapient e mais duas.

Muito do trabalho digital de marcas como Axe e Dove era feito até então por agências de publicidade "tradicionais" e a ideia é que agora as agências digitais concentrem o serviço.

A conta digital brasileira é atendida pela CuboCC, F.Biz e Ogilvy&Mather. O anunciante informou que não existe qualquer mudança prevista sobre as agências digitais que prestam serviço no Brasil.

Fonte: Meio e Mensagem

Maior prédio comercial movido a energia solar do mundo é inaugurado na China

A China inaugurou em Dezhou, no noroeste do país, o maior prédio comercial movido a energia solar do mundo. O empreendimento, conhecido como Altar do Sol e da Lua, possui cinco leques de painéis solares instalados na cobertura, que ocupam uma área de cinco mil m², gerando 95% da energia necessária para o local.

O edifício de 75 mil m² abrigará

escritórios, centros de pesquisa científica, salas de reunião e treinamento, um centro de exposições e hotel. Além dos painéis solares, que economizam mais de 30% mais energia do que a meta de economia estipulada pelo governo, a concepção do projeto do prédio também foi ecoeficiente, exigindo apenas 1% da quantidade de aço que foi utilizada na construção do Ninho do Pássaro, um dos estádios olímpicos de Pequim.

Já com relação ao design, segundo o governo chinês, o prédio é inspirado em um relógio de sol e nos caracteres chineses para sol e lua. A cor branca adotada na fachada simboliza energia limpa, além de ajudar a refletir a luz do sol, reduzindo o calor.

O prédio será sede do 4º Congresso Mundial sobre Cidades Solares, que será realizado em 2010

Fonte: PINIWeb

Mais R$ 69 bilhões para a casa própria no ano que vem

Quem colocou a compra da casa própria na lista de planos para o Ano Novo tem boas oportunidades de realizar esse sonho em 2010. Além de contar com uma oferta maior de imóveis de dois dormitórios (mais baratos que os de três e quatro quartos, que antes eram maioria entre os lançamentos), os futuros mutuários também poderão dispor de nada menos que R$ 69 bilhões para financiar seus imóveis.

Este é o volume de recursos estimado para o crédito imobiliário em 2010 - um recorde absoluto, se confirmada a expectativa do mercado. O valor representaria um crescimento de 23% em relação à oferta de crédito verificada em 2009 (que pode atingir a marca de R$ 56 bilhões até o fim do ano) e engloba os recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).

Para 2010, o orçamento do FGTS destinado à habitação já foi fixado em R$ 24 bilhões, o mesmo montante reservado para 2009. A verba do Fundo, operada majoritariamente pela Caixa Econômica Federal, pode ser usada para aquisição de imóveis de até R$ 130 mil.

Quem busca um imóvel nesta faixa mas tem renda superior a 10 salários mínimos e, portanto, não pode se valer dos recursos do FGTS, pode ficar tranquilo pois haverá dinheiro de sobra nas linhas de financiamento com recursos da poupança.

Nesta modalidade, disponível também para quem quer algo com valor superior a R$130 mil, a Caixa enfrenta uma concorrência mais forte dos demais bancos. E é justamente neste nicho que a oferta de crédito imobiliário deve apresentar um crescimento mais expressivo no ano que vem.

“Os financiamentos do SBPE devem somar R$ 45 bilhões em 2010”, prevê Luiz Antônio França, presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Em 2009, a projeção é atingir a marca de R$ 32 bilhões.

A perspectiva de crescimento de 5% da economia brasileira em 2010, a retomada da geração de empregos, o aumento da renda e a alta confiança do consumidor no futuro embasam, em boa medida, a previsão feita pelo presidente da Abecip. Mas França também se ancora no apetite dos bancos para justificar sua estimativa. “O crédito imobiliário é uma das modalidades mais atrativas para as instituições financeiras hoje em dia, por ter o imóvel como garantia do financiamento, baixa inadimplência e ser uma importante ferramenta de fidelização do cliente a longo prazo”, afirma.

GANHA O COMPRADOR - Com o crédito imobiliário no radar dos bancos, quem se beneficia é o consumidor. “A disputa pelo cliente vai ficar mais acirrada, o que pode fazer com que os bancos pratiquem taxas menores ou facilitem o acesso ao crédito”, avalia Celso Petrucci, economista-chefe do Sindicato da Habitação (Secovi-SP).

Mas ainda que a maior expansão do crédito venha a ocorrer entre os financiamentos com recursos da poupança, destinados à compra de imóveis que custem mais de R$ 130 mil, isso não significa que vá faltar dinheiro para quem quiser adquirir uma casa mais barata.

Os R$ 24 bilhões previstos no orçamento do FGTS para 2010 devem ser mais do que suficientes para atender a demanda.

Em 2009, quando foram orçados os mesmos R$ 24 bilhões, a Caixa havia emprestado apenas R$ 14,9 bilhões até 30 de novembro.

Para 2010, a expectativa é que a procura por este tipo de crédito aumente, em função do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, que subsidia o financiamento de imóveis de até R$ 130 mil. Mas a Caixa Econômica Federal, que opera os recursos, garante que, se necessário, é possível aumentar a verba para o projeto.

Fonte: Jornal da Tarde e Zap Imóveis

Prêmio CBIC de Responsabilidade Social 2010

Já estão abertas as inscrições para a edição 2010 do Prêmio CBIC de Responsabilidade Social. O prêmio é aplicável aos projetos sociais desenvolvidos por entidades e empresas construtoras, no ano base de 2009 e anteriores. Podem concorrer ao prêmio as empresas e entidades ligadas à indústria da construção e do mercado imobiliário, sediadas no Brasil, de qualquer porte, que estejam desenvolvendo ações, projetos ou programas de responsabilidade social.

Fonte: ADEMI-GO

Bolhas de sabão em estações rodoviárias de São Paulo

A Neogama/BBH desenvolveu uma ação de ativação para a marca de detergente em pó Surf. A agência vai fazer chover bolhas de sabão em três estações rodoviárias de São Paulo: Tietê, Barra Funda e Jabaquara, nos meses de dezembro e janeiro. A expectativa é impactar cerca de 12 milhões de pessoas.

Ao todo são quatro máquinas instaladas nos painéis da campanha de Surf Bolhas de Oxifresh, ação que está no ar desde outubro. Além disso, a campanha contará com um trem adesivado no Rio de Janeiro e anúncios em revistas.

Fonte: Meio e Mensagem

Google apela para agência para divulgar Chrome

Para tentar roubar share de Internet Explorer e Firefox, o Google está lançando uma nova campanha para o browser Chrome criada em parceria pela BBH e pela Glue de Londres e com produção da 1st Ave Machine. É a primeira vez que o Google aposta em agências para divulgar o navegador.

Quando o Google lançou o Chrome no ano passado, ele veio acompanhado do primeiro comercial de televisão da empresa. Esta nova campanha marca o retorno à linha de vídeos virais. No início deste ano, o Chrome foi promovido por uma série de comerciais no Youtube, que custaram por volta de US$ 10 mil cada.

Cada um dos novos filmes mostra diferentes temas relacionados ao Chrome, como velocidade, estabilidade, segurança e customização.

O Google havia convidado algumas agências para uma concorrência há alguns meses, tendo como briefing falar sobre o Chrome de uma maneira didática e interessante, com foco no mercado europeu, além das regiões africana e do Oriente médio.

A BBH já havia trabalhado com o Google em 2005, para divulgar o Google Earth e o Maps na Europa.

Fonte: Advertising Age e Meio e Mensagem

CDHU entrega primeiras casas populares construídas com steel frame

A CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) entregará no próximo dia 22 de dezembro, em Avaré-SP, um condomínio popular construído com steel frame, sistema com estrutura de perfis leves de aço zincado.

Este foi o primeiro projeto da CDHU com o sistema construtivo e também a primeira obra para a baixa renda da construtora Seqüência. "Não foi preciso fazer nenhuma adequação no steel frame para utilizá-lo nas casas populares. O que mudou, em relação às construções que costumamos fazer, foi o tipo de acabamento adotado, como os metais, as louças, cerâmicas e revestimentos, que são mais simples do que aqueles para a classe média, por exemplo", explica o arquiteto Alexandre Mariutti, diretor da Sequência.



As 22 casas do empreendimento são horizontais, com sala conjugada à cozinha, um dormitório, banheiro, área de serviço e uma pequena área externa nos fundos, que pode ser utilizada como jardim ou horta. "Como são para idosos, os imóveis possuem vãos maiores de portas, bases de segurança nos banheiros, pisos antiderrapante, entre outros itens de acessibilidade", lembra o arquiteto.

O processo de montagem das residências foi dividido em três grandes etapas. A primeira compreende a execução da fundação do tipo radier, a montagem dos perfis, que já vêm prontos de fábrica, e do telhado. "Em uma semana, a casa já está coberta", pontua Mariutti. O próximo passo então é revestir a parede externa com placas cimentícias, fazendo a instalação hidráulica e elétrica da residência ao mesmo tempo. Por fim, a construtora monta o drywall na parte interna e faz os acabamentos da casa.

"Tínhamos um contrato de oito meses [para a execução do empreendimento] e um pedido da CDHU para antecipar o mais rápido possível a entrega. No fim, terminamos a construção em três meses, já que começamos no dia 22 de setembro e vamos entregar as residências no dia 22 de dezembro", conta o diretor da construtora.

Segundo Mariutti, mesmo o steel frame não sendo muito utilizado para a baixa renda, não há nenhum cuidado especial com a manutenção das casas. "A manutenção é a mesma do sistema convencional. A única vantagem é que, caso ocorra um vazamento, não é preciso quebrar a parede como na alvenaria. Simplesmente se faz uma abertura no drywall, concerta e depois é só remendar", explica.

Além das 22 casas, o condomínio em Avaré ainda tem infraestrutura completa e espaços de convivência, onde os moradores terão assistência social e atividades socioculturais e de lazer.

Fonte: PINIWeb

Sistema de Registro Eletrônico de Ponto para controle de entrada e saída de trabalhadores será obrigatório nos canteiros

Entra em vigor a partir de agosto de 2010 a portaria 1.510 do Ministério do Trabalho e Emprego, que torna obrigatório o uso do Sistema de Registro Eletrônico de Ponto para o controle de entrada e saída dos funcionários. A tecnologia não vai permitir a alteração das marcações e emitirá comprovante a cada registro efetuado pelo trabalhador.

"Esse controle vai ser muito bom para os empresários porque hoje existe muita reclamação trabalhista, sendo mais de 60% sobre hora extra. Com o sistema, não vai ter como empregado dizer que trabalhou a mais porque estará tudo registrado", acredita Haruo Ishikawa, vice-presidente de Relações Capital-Trabalho do SindusCon-SP (Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Estado de São Paulo).

Segundo Ishikawa, grandes empresas construtoras já utilizam sistemas semelhantes para fazer o controle de entrada e saída dos empregados. "A diferença é que o Sistema de Registro Eletrônico de Ponto previsto pela portaria emitirá comprovantes e um relatório diário sobre a entrada e saída dos trabalhadores", afirma. Serão esses relatórios e arquivos digitais de registros de ponto que as empresas deverão apresentar em caso de fiscalizações realizadas pelo Ministério do Trabalho.

"A informalidade no canteiro de obras vai acabar com essa portaria. As empresas não poderão mais pegar mão de obra sem contrato porque tudo terá de ser registrado no sistema", acredita Paulo Sanchez, diretor de engenharia da Sinco Engenharia.

Para Haruo Ishikawa, no entanto, a informalidade continuará na maioria das obras de pequeno porte que não adotarem o sistema. "Em setembro de 2001 nós tínhamos 1,5 milhão de trabalhadores com carteira assinada. Já em setembro de 2009, esse número passou para 2,3 milhões, um aumento de 56,35% de mão de obra. Só que, ao mesmo tempo, o número de fiscais no Ministério reduziu em 15% nesse período. Então, cada vez mais não vão conseguir fiscalizar as pequenas obras", explica o vice-presidente do SindusCon-SP.

Além das modificações para as empresas, a portaria determina também a certificação de equipamentos e de softwares do Sistema de Registro Eletrônico de Ponto. Para isso, o fabricante deverá se cadastrar junto ao Ministério do Trabalho e Emprego e solicitar o registro de cada um dos modelos do sistema que produzir.

Mais informações estão disponíveis no texto da portaria 1.510, que pode ser acessada clicando aqui. Além disso, o SindusCon-SP realizará, ao longo de 2010, uma será de palestras e documentos sobre o Sistema de Registro Eletrônico de Ponto.

Fonte: PINIWeb

Minha Casa, Minha Vida é aposta do mercado imobiliário para 2010

Em 2009, o mercado imobiliário nacional sofreu uma revolução após o lançamento do programa governamental Minha Casa, Minha Vida, de acordo com o vice-presidente de Habitação do Secovi-SP, Flavio Prando. Para ele, o programa fez toda a diferença para famílias com renda de até 10 salários mínimos. “Principalmente para aquelas que ganham de 3 a 6 salários, que puderam migrar da locação para a compra, pois o preço do financiamento é até menor do que o do aluguel”, destaca o dirigente.

O perfil do comprador também mudou, de acordo com o vice-presidente. “Hoje, nos plantões de vendas, grande parte dos visitantes é de casais de jovens, na faixa de 23 a 30 anos. Isso cria uma oportunidade de compra essas para pessoas. Reconhecemos a importância do programa Minha Casa, Minha Vida e defendemos que ele seja o primeiro passo para o estabelecimento de uma política de Estado de Habitação, contínua e independente de governo.”

Balanço 2009 – As vendas de imóveis novos na cidade de São Paulo se mantiveram semelhantes às registradas em 2008, com recuo dos lançamentos. Na avaliação de Prando, esse fenômeno demonstra que o Minha Casa, Minha Vida chegou antes ao consumidor. Isso tem uma explicação: os incorporadores precisam de um prazo extenso para adaptar seus produtos a uma nova tipologia, de maneira a atender famílias de baixa renda com qualidade.

Prando destaca outras novidades importantes trazidas pelo programa, tais como: subsídios escalonados com recursos do Orçamento Geral da União (OGU), juros de 4,5% a 5% no financiamento e redução das custas cartorárias. “O agente financeiro desse programa é a Caixa Econômica Federal, que tem se esforçado muito para proporcionar a velocidade desejada pelos empresários na aprovação de projetos. Há muito tempo acompanhamos os números do banco, que em 2003, por exemplo, financiou algo em torno de 20 mil unidades, com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e este ano já contratou 176 mil. O multiplicador registrado no período é de 12 a 15 vezes”, ressalta o vice-presidente da entidade, acrescentando que possivelmente a Caixa feche o ano com 300 mil unidades aprovadas, caso mantenha o ritmo de 5 mil contratações por dia registrado no segundo semestre.

Apesar da robustez dos números de novas contratações, esse volume poderia ser superior se não houvesse dificuldades no licenciamento ambiental, morosidade na liberação de alvarás de prefeituras e de concessionárias públicas. Mesmo assim, a meta de contratação de um milhão de moradias até o final de 2010 permanece factível, na avaliação de Prando. “Evidentemente, essas unidades serão entregues até 2012. Temos consciência de que a casa própria é sinônimo de inclusão social, democracia consolidada e avanço para o Brasil”, conclui.

Fonte: SECOVI-SP

Construção parte para ambicioso ciclo de expansão

Uma fotografia do mercado imobiliário no final de 2008 retratava um cenário cinzento, desolador até. Empresas endividadas e sem credibilidade, ações derretendo na Bolsa, com 70% de queda, na média, lançamentos sendo cancelados e crédito restrito. Exatos doze meses depois, o setor comemora uma recuperação surpreendentemente rápida e, ao que tudo indica, consistente.

As construtoras mais problemáticas foram compradas, o índice da construção civil acumula alta de 207,66% no ano, o financiamento é farto, as grandes empresas bateram seguidos recordes de vendas e o mercado de capitais reabriu para o setor - injetando recursos para amparar um ambicioso ciclo de expansão.

Com ajuda dos principais empresários - que tiveram e ainda mantém uma participação ativa nas discussões - o governo criou o programa habitacional para estimular a habitação popular, que inseriu no mercado um público de renda de um a seis salários mínimos, que estava excluído da compra de imóveis - e é o atual motor das vendas. Para comprar um imóvel de R$ 90 mil, uma família tinha que comprovar renda de quase R$ 3,5 mil. Hoje, com os subsídios, que podem beirar os R$ 23 mil, para comprar o mesmo imóvel é necessária uma renda de R$ 1.850,00.

O termo baixa renda ganhou as páginas de jornais e virou quase um lugar-comum. Mais do que isso. Passou a soar como música ao ouvido dos investidores estrangeiros em busca de oportunidades nos mercados emergentes. A participação dos investidores de fora foi de cerca de 90% nas ofertas públicas de empresas focadas nesse público, como MRV e PDG Realty. Em busca do apelo da baixa renda, boa parte das construtoras, especialmente as de capital aberto - com experiência nesse segmento ou não - incorporaram o discurso e trataram de explorar, de alguma maneira, esse filão.

O setor entra numa rota de crescimento em 2010 e o clima é de um otimismo contagiante. Até porque a bonança não veio na mesma proporção para todo mundo. Mas as previsões de crescimento publicadas pelas maiores empresas setor evidenciam esse gigantismo. A Cyrela espera lançar até R$ 7,7 bilhões em 2010 e vender até R$ 6,9 bilhões. A Cyrela projetou metas até 2012, quando pretende vender até R$ 10,7 bilhões. A mineira MRV espera vender R$ 4,3 bilhões em 2010 e a PDG Realty estima alcançar R$ 4,8 bilhões. Para o mercado como um todo, o Secovi estima alta entre 10% e 15% em 2010.

A demanda está forte não apenas na baixa renda como também na classe média, ancorada pelo emprego e renda. É unanimidade entre as próprias empresas, analistas e consultores que as classes C e D continuarão sendo a âncora do setor imobiliário no próximo ano. "Há um mercado gigante para ser explorado", afirma Zeca Grabowsky, presidente da PDG Realty.

Muita coisa mudou no mercado imobiliário. Há uma grande diferença em relação a 2007, quando houve a corridas de empresas do setor para a bolsa e o chamado boom do segmento. "Os investidores estrangeiros hoje enxergam o setor imobiliário brasileiro como uma oportunidade mais consistente e saudável", diz Grabowsky. "Além de muito maior, em função do Minha Casa, Minha Vida."

Para Rubens Menin, presidente da MRV, empresa mineira especializada na baixa renda, no começo de 2008 ninguém acreditava que o mercado de capitais seria reaberto para o setor. Juntas, Cyrela, MRV, PDG Realty, Rossi e Brookfield captaram quase R$ 5 bilhões na bolsa, no segundo semestre. Só em dezembro, oito empresas anunciaram colocação de debêntures.

Mas a boa vontade em relação ao setor não está restrita aos estrangeiros. "Hoje, o Brasil entende a importância econômico-social do setor", diz Menin, presidente da MRV, "Em 30 anos de MRV e 34 no setor de construção, eu nunca vi um ambiente tão propício", diz.

"O aumento da presença dos imóveis de 2 dormitórios está relacionada ao programa Minha Casa, Minha Vida e à disponibilidade de financiamento habitacional", afirma Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi. Para Petrucci, medidas como o aumento do limite do valor do imóvel a ser financiado pelo Sistema Financeiro de Habitação, de R$ 350 mil para R$ 500 mil, e do prazo das linhas de crédito para 30 anos foram importantes para estimular os empréstimos.

Esperava-se, no início do ano, que o crédito imobiliário com recursos das cadernetas de poupança atingisse R$ 28 bilhões. A Caixa Econômica Federal anunciou que as contratações no crédito imobiliário da CEF alcançaram R$ 39,3 bilhões até o dia 30 de novembro, mais 93% sobre os R$ 20,3 bilhões no mesmo período de 2008.

Mesmo com todo o cenário positivo, a crise afetou o mercado imobiliário e as vendas devem fechar o ano empatadas com 2008. As vendas, que somaram R$ 22 bilhões no ano passado, estão em R$ 16,4 bilhões este ano - o que significa que a indústria precisa vender, pelo menos, R$ 5,7 bilhões no último trimestre. Para efeito de comparação, no terceiro trimestre foram vendidos R$ 6,6 bilhões.

Fonte: Valor Econômico e ADEMI-RJ

Redes de publicidade online: bom ou ruim?

A CBS, dona de sites como CBS.com, Gamespot, TV.com e CNET, anunciou que não trabalhará mais com redes de publicidade terceirizadas e que passará a negociar por si só sua publicidade online. A medida acende a chama de um debate antigo: as redes de publicidade são boas ou ruins para a mídia e publicidade online?

A ex-executiva do Yahoo e de Martha Stewart Living Wenda Harris colocou fogo na questão há dois anos quando conclamou os Publishers a não permitir que os revendedores tratassem o inventário de mídia como "tripas de porco". Empresas como ESPN, Weather.com, Turner Networks, Forbes e Gawker estão entre os que pararam de fazer negócios com as redes.

O debate saiu dos holofotes com a recessão. Só que agora, alguns Publishers estão cortando novamente essas relações. E a CBS, com seus 60 milhões de visitantes únicos, é o primeiro grande nome a fazer isso publicamente. "Estamos preparados para perder um pouco de receita se isso tiver que acontecer, mas com o tempo iremos gerar muito mais negócios do que com as redes", afirmou o CEO interativo da CBS Neil Ashe.

Como outros Publishers que tentam diminuir sua dependência de redes terceirizadas como Ad.com, ValueClick, 24/7 Real Media, a CBS está lançando um departamento interno para servir anunciantes que queiram comprar publicidade de acordo com a geografia ou fragmentos nos sites da empresa. Além disso, a CBS continuará oferecendo pacotes para alguns poucos sites de compra e venda de mídia online, como Right Media Exchange, do Yahoo, DoubleClick, do Google e Audience on Demand, da Vivaki.

Um bom negócio
As redes cresceram na década por causa de um problema: os Publishers estavam com mais cliques em publicidade do que poderiam vender obtendo lucro. A ideia das redes foi reunir e pegar o inventário e dar dinheiro aos Publishers, e depois negociavam os pacotes com anunciantes que pagavam por resposta ou clique.

As redes ganharam dinheiro ao adquirir pacotes de mídia com preço menor, e adicionando dados e análises sofisticadas para buscar o melhor retorno. Após isso, os Publishers começaram a culpar o mercado, que chegou a ter 400 redes, de depreciar o valor que se paga pela publicidade na internet. Por que um anunciante deveria pagar US$ 10 por 1 mil inserções se com 30 centavos ele poderia atingir aos mesmos sites?

O fato é que a tecnologia se tornou chavão, e qualquer um com um computador ou telefone poderia se tornar uma rede de publicidade. Publishers também. E algumas empresas grandes, como Yahoo, Google e Microsoft adquiriram suas próprias redes na década. A Time Inc lançou sua própria rede e hoje trabalha somente com uma terceirizada, a Ad.com. "Os Publishers ficaram mais espertos e perceberam que não precisam de 400 redes, o que só traz confusão", afirmou o presidente de Digital da Time Inc Kirk McDonald.

Mas a verdade é que poucos Publishers têm escala para impactar o mercado como um todo, e as redes são parte importante do mercado de publicidade online. Para agências e anunciantes, as redes têm um papel importante, ao permitir que eles tenham grande escala e eficiência sem negociar separadamente com dezenas de publishers.

A princípio, a movimentação da CBS não muda o mercado, mas isso pode acontecer se o Yahoo seguir com sua promessa de expulsar as redes que não tenham ferramentas analíticas significantes do seu sistema Right Media Exchange (de compra e venda de mídia).

E mesmo em um universo em que os Publishers possuem suas próprias redes, as terceirizadas podem gerar negócios oferecendo dados e tecnologia para elas, bem como recursos adicionais quando um Publisher precisa de maior alcance.

A conclusão do CEO da Brand.net, Andy Atherton, é que se alguém quer algo específico com um Publisher, compre diretamente. Mas se é uma compra de mídia padrão, as redes são mais eficientes, independente do objetivo.

Fonte: Advertising Age e Meio e Mensagem

Construtora não deve diferença de ICMS

O julgamento de um recurso repetitivo no Superior Tribunal de Justiça (STJ) deve beneficiar as empresas do ramo da construção civil. A Primeira Seção do STJ pacificou o entendimento de que as empresas de construção civil não estão obrigadas a pagar o diferencial de alíquotas do ICMS na aquisição de mercadorias em operações interestaduais para uso nas obras que executam. O caso julgado envolve a empresa Concreto Amorim, que atua no ramo de construção e incorporação de imóveis no Estado de Alagoas.

O Estado sustenta que a empresa tem a obrigação tributária de pagar a diferença de alíquota do ICMS, quando nos demais Estados da federação esta for menor que a do Estado de Alagoas. As turmas do STJ já vinham julgando, nos últimos anos, no sentido de que é ilegítima a cobrança do ICMS sobre operações interestaduais realizadas por empresa de construção civil, na aquisição de bens necessários ao desempenho de suas atividades fim. Segundo esse entendimento, a empresa está sujeita ao pagamento da diferença do imposto apenas quando revende as mercadorias a terceiros.

De acordo com o advogado Cid de Castro Cardoso, do escritório Jairo e George Melo Advogados Associados, que defende a Concreto Amorin, a empresa não poderia estar sujeita ao recolhimento do ICMS, mas somente do ISS, pois os produtos adquiridos em outras unidades da federação, segundo Cardoso, não se destinavam à transferência mercantil. "Todos os produtos adquiridos são empregados para a execução das obras da empresa", diz Cardoso.


Fonte: Valor Econômico e ADEMI-RJ

Assim como Lei do Inquilinato, condomínios querem lei específica

A exemplo da Lei do Inquilinato, que após 18 anos passou por sua primeira grande reformulação, os
condomínios também almejam uma legislação específica para o setor.

O objetivo, segundo o vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP
(Sindicato da Habitação), Hubert Gebara, é continuar garantido os interesses da ponta da cadeia da
indústria imobiliária, que são os condomínios.

Mudanças no Código Civil
Uma alternativa à elaboração da nova lei, ainda de acordo com Gebara, seria uma reformulação no
capítulo referente ao Condomínio Edilício no Código Civil.

O vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP, entretanto, não adiantou
quais seriam os pontos problemáticos na atual Lei, destacando apenas que a legislação em vigor teria
muitos pontos contraditórios.

"Estamos estudando esta possibilidade. A redação atual desta legislação não é clara, gera muitas
dúvidas e contradições", disse.

Fonte: Rede Imobiliária

Conselho libera uso do FGTS para consórcio

O Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) aprovou ontem regras para que os trabalhadores possam usar o fundo para pagamento de prestações ou quitação do saldo devedor em consórcios imobiliários. A liberação, que já tinha sido determinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em outubro, permitirá que sejam usados nos consórcios os mesmos critérios utilizados na amortização ou liquidação do saldo devedor em financiamento de imóveis pela Caixa.

Atualmente, é permitido ao trabalhador a utilização do seu saldo do FGTS em consórcios imobiliários apenas no momento de dar o lance para adquirir a carta de crédito ou complementá-la

Para se beneficiar da mudança, é necessário que a cota do consórcio e o imóvel residencial estejam no nome do titular da conta e que o imóvel tenha sido adquirido com recursos da carta de crédito, não sendo admitido o uso do saldo em imóvel comercial, terreno ou reforma.

Além disso, o valor máximo de avaliação não pode exceder o limite estabelecido nas operações do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). No caso do trabalhador ser titular de mais de uma cota do consórcio, somente será admitida a utilização em um único imóvel e o titular também não pode ser detentor de financiamento ativo do SFH .

O Conselho Curador decidiu ainda ampliar para 180 meses o prazo para empresas parcelarem débitos com o FGTS. Para dívidas até R$ 5 mil, o valor mínimo da parcela será de R$ 100. Entre R$ 5 mil e R$ 20 mil, a parcela mínima é de R$ 200, e de R$ 250 nas dívidas entre R$ 20 mil e R$ 45 mil. Para valores acima de R$ 45 mil não haverá exigência de parcela mínima.


Fonte: Jornal do Commercio e ADEMI-RJ

Mais informações sobre a nova linha de crédito da Caixa

A Caixa Econômica Federal ampliou em R$ 1 bilhão a linha de crédito para compra de material de construção. O valor máximo de financiamento para pessoa física é de R$ 10 mil, com prazo de pagamento de 24 meses. Mais de 100 lojas estão cadastradas no programa de estímulo à construção civil. Em Goiânia, o consumidor tem opção até o final de janeiro de fazer o financiamento diretamente numa loja do varejo. A Associação dos Comerciantes de Material de Construção de Goiás (Acromac-GO) prevê um incremento das vendas no Estado, em 2010, de 8,5%, superior à média brasileira, estimada em 6,5%.

Fonte: ADEMI-GO

Divina Comédia fará flash mob natalino no Ibirapuera

As tradicionais fontes do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, com iluminação decorativa especial de fim de ano, serão palco também de um espetáculo feito por pessoas de carne de osso. Hoje às 20h, a produtora Divina Comédia deve realizar um flash mob nas proximidades do lago.

Quem estiver presente será convidado a cantar Happy Xmas (War Is Over) de John Lennon, com direito ao uso de máscaras de rena, duende e Papai Noel, fornecidas gratuitamente pela empresa. Tudo será filmado e posteriormente veiculado no YouTube. Informações e cobertura podem ser encontrados no Twitter @natalnafonte.

Fonte: Meio e Mensagem

Já comeu o seu batom hoje?

A marca Raw Natural Beauty lançou um vídeo promocional afirmando que as mulheres comem até 4 quilos de batom ao longo da vida.

lgumas meninas vão ao extremo, tentando alcançar os famigerados padrões estéticos que rondam as imagens de moda e beleza. Mas ninguém imaginou que poderia comer quase 4 quilos de batom ao longo da vida. O número aparece no vídeo provocativo produzido pela Raw Natural Beauty. A marca se dedica à criação de produtos de beleza que contém elementos naturais e incentiva a polêmica, questionando a qualidade dos cosméticos que habitam as prateleiras.






A atriz Stevie Ryan, famosa por seus curtas publicados no Youtube, protagoniza as cenas. Ela aparece montada num look glam, supersexy, aplicando um batom vermelhão, preparando-se para um encontro romântico. Até que começa a devorar freneticamente todos os batons de sua nécessaire.

O dado pode parecer distorcido, já que para somar todo o peso descrito seriam necessários mais de 1000 tubos de batom (considerando embalagens de três gramas), mas a ideia serve de alerta para as afoitas de beleza. O FDA, Food and Drug Adminstration, instituto do governo norte-americano que controla a liberação de comida e remédios, não tem regulamentação específica para cosmésticos, logo cabe às consumidoras decidirem que tipo de batom vão comer pelo resto da vida.

Fonte: Criativa

O Boticário personaliza frascos de perfume neste Natal

O Boticário preparou um espaço exclusivo para os consumidores de shoppings de Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Recife. No local, os visitantes podem personalizar os frascos das deo colônias ou perfumes com a gravação do próprio nome, da pessoa presenteada ou de uma frase. Para isso, basta levar o produto para o quiosque onde os artesãos farão o trabalho de gravação a laser.

A novidade vale também para quem já possui um perfume da marca. No estande de O Boticário os consumidores ainda poderão tirar uma foto e mandar por e-mail para quem quiser, acompanhada com uma mensagem. O projeto é assinado pela agência WOW! Comunicação.

Fonte: Mundo do Marketing

OIT recomenda inclusão de equipamentos sustentáveis no Minha Casa, Minha Vida
Depois dos tributos verdes criados pelo governo federal para estimular as atividades com baixas emissões de carbono, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) recomenda a adoção de uma série de medidas para estimular a criação dos chamados empregos verdes no país. Entre elas, está a inclusão nos financiamentos do programa Minha Casa Minha Vida de equipamentos destinados a reduzir o consumo de energia e de água nesses edifícios.

Entre eles estão sistemas de aquecimento solar, lâmpadas econômicas, medidores individuais de água e gás, dispositivos economizadores de água e o plantio de árvores.

A OIT também defende a criação de um sistema para recolher velhos aparelhos eletrodomésticos descartados pela população. A troca se daria no momento em que o consumidor estivesse comprando máquinas novas.

A medida seria complementar à desoneração de tributos para os aparelhos da linha branca voltado para os produtos com o selo de cer-tificação A e B do Procel, programa que avalia a eficiência energética dos equipamentos disponíveis no mercado.

A mudança teria ainda o objetivo de aumentar o número de empregos verdes na economia, uma vez que seria necessário um grande contingente de trabalhadores para recuperação e reciclagem dos componentes destes aparelhos, o que, segundo a OIT, seria capaz de compensar com sobra os poucos empregos a serem eliminados neste processo.

Se o Brasil tem uma posição privilegiada para se adaptar em um novo sistema de pro-dução de baixas emissões, segundo a OIT, há desafios que não podem ser esquecidos. Os riscos das descobertas do pré-sal estão nesta lista, que ainda prevê a inclusão de milhões de brasileiros no mercado consumidor de bens e serviços pelo aumen-to da renda nos próximos anos, o aumento da participação da agricultura familiar, como quer o governo, na produção de biodiesel (hoje em apenas 2,6% do total) e os efeitos da mecanização da colheita de cana no mercado de trabalho do setor.

Fonte: O Globo e Zap Imóveis

Reforma em suaves prestações

A Caixa Econômica Federal lançou ontem linha de crédito para compra de material de construção nas lojas varejistas. O prazo do financiamento - oferecido em parceria com a Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção) - é de até 24 meses, com valor máximo por compra de R$ 10 mil e taxa média de juros de 3,5% ao mês, conforme O DIA antecipou no sábado. Se houver muita procura, os recursos poderão ser ampliados em até R$ 1 bilhão. Inicialmente, serão 100 lojas cadastradas, mas a meta é de, pelo menos, 2 mil estabelecimentos no País ofereceram a linha.

Segundo Cláudio Conz, presidente da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), não é preciso ser correntista do banco. O consumidor terá crédito aprovado na hora e liberação do carnê. Pesquisa, com 8 mil consumidores encomendada pela associação revelou que pelo menos 30% dos entrevistados precisam fazer algum tipo de reforma.

Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) anunciou previsão de crescimento de 15,7% nas vendas em 2010. De janeiro a outubro deste ano, as vendas caíram 14,81% em relação a mesmo período de 2008.

Fonte: O Dia e ADEMI-RJ

Sam Zell entra em crédito imobiliário com fatia na BFRE

A expectativa de forte crescimento do crédito imobiliário nos próximos anos e a possibilidade de obter sinergias no seu portfólio de investimentos no mercado brasileiro justificam o investimento anunciado ontem pela Equity International (EI) na Brazilian Finance & Real Estate (BFRE), empresa que atua no ramo de hipotecas de residências, securitização de recebíveis imobiliários e estruturação de fundos imobiliários. Do lado da BFRE, será um selo de reconhecimento internacional para ajudar no financiamento da empresa no longo prazo.

Caso a opção de compra da Equity International seja realmente exercida, o que deve ocorrer até 15 de janeiro de 2010, a empresa ficará com 20,7% do capital da BFRE. A TPG-Axon terá 45,28% e a Ourinvest, 34,02%, incluindo o controle.

Com o investimento na BFRE, a EI complementa seu portfólio no segmento imobiliário brasileiro. A empresa já tem parte das ações de Gafisa, Tenda, BR Malls, Bracor e AGV Logística.

"Nós tratamos os investimentos de forma independente. Não forçamos as coisas. Mas nossa experiência mostra que haverá sinergias naturais que podem ser desenvolvidas com o tempo", afirma Garrabrant, que fundou a EI em 1999 junto com Sam Zell.

Para 2010, a EI promete colocar mais dinheiro no Brasil. E estuda tanto aumentar os aportes nas companhias onde já detém participação como procurar novas oportunidades. Em termos de segmentos complementares ao seu portfólio, Garrabrant cita as áreas de hotéis, de prédios comerciais e também de asilos para idosos, setor que ainda não é consolidado. Ele menciona ainda que os investimentos da companhia ocorrem sempre por meio de empresas que atuam na área, e não diretamente nos ativos.

Do lado da BFRE, a associação com a Equity International é vista como um acordo estratégico e não como uma nova rodada típica de investimento de private equity, como ocorreu em 2007 com a TPG-Axon. "A entrada deles (EI) agrega um componente estratégico internacional e representa a validação de um modelo desenvolvido no Brasil", afirma Fabio Nogueira, vice-presidente da Brazilian Finance.

Assim como havia dito no fim de novembro, quando a companhia suspendeu o processo de IPO pela segunda vez, o vice-presidente da BFRE reiterou que os negócios de crédito imobiliário estão muito aquecidos neste fim de ano. "A partir da divulgação dos resultados de dezembro vamos ter muito mais conforto, porque os números estarão mais próximos da realidade do que vai ocorrer daqui para frente."

Como exemplo dessa melhora, Nogueira disse que a unidade BM Sua Casa, que possui uma rede de 32 lojas pelo país, gerou R$ 15 milhões de crédito imobiliário em novembro, contra uma média de apenas R$ 3 milhões por mês no início do ano.

Segundo Nogueira, parte da melhora se explica pela demanda reprimida por conta da crise no fim do ano passado. Mas ele segue otimista para o futuro. "Não é um boom só momentâneo. Historicamente anos eleitorais são anos de expansão e nossa expectativa é que 2010 seja forte", afirma o executivo

Fonte: Valor Econômico e ADEMI-RJ

Nestlé estará na turnê de Beyoncé

A Nestlé é a primeira marca a confirmar sua presença na turnê brasileira da cantora Beyoncé - a turnê mundial "I Am...Tour" da estrela terá versão temática no Brasil como "I Am....Chocolover". Segundo comunicado da Mondo Entretenimento, produtora responsável por trazer a cantora ao Brasil, a "criação, adaptação e produção da campanha temática da Nestlé com Beyoncé, que se inicia em dezembro e se estende até fevereiro, são da Mondo e da JWT".

O texto ainda afirma que "a comunicação estará presente em todos os quatro shows da turnê, em pontos-de-venda, em filme para internet e TV, spot de radio, nas redes sociais, ativação em shoppings centers e promoção viral com ingressos". Segundo Sergio Leal e Paulo Leal, diretores da Mondo Entretenimento, "é um envolvimento 360 graus que vai além de um patrocínio, reforçando a associação direta e aderência autentica da marca Chocolovers Nestlé com a Beyoncé, maior artista pop esperada no Brasil".

A cantora passará por Florianópolis, São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador - no Rio, o show está sendo negociado no Maracanã, para comemorar os 60 anos de história do estádio.

Musical
No mesmo comunicado, a Nestlé afirmou que será a principal patrocinadora do musical da Broadway "Jekyll & Hyde - O Médico e O Monstro", que estreará no País em 5 de maio, no Teatro Bradesco, em São Paulo. A apresentação ainda contará com patrocínio máster de Cielo e apoio de ABB e Staybridge Suítes.

Fonte: Meio e Mensagem


A arte de Ray-Ban

Tom Cruise, Bob Dylan, Fergie, Taís Araújo. Astros da TV, da música e do cinema, estas celebridades são alguns dos “modelos” que a marca Ray-Ban tem em seu portfólio para promover uma das marcas de óculos mais conhecidas do planeta. Voltada para o consumidor “cool”, a Ray-Ban agora concentra sua estratégia de Marketing em apoiar a arte independente e, desta forma, se aproximar mais do consumidor jovem.


Este ano, a Ray-Ban desenvolveu a promoção Colorize Kit resgatando um modelo antigo de óculos escuros personalizado por celebridades e leiloado na internet. Esta é uma das ferramentas usadas pela empresa para se diferenciar no mercado, assim como a associação da marca com o cinema.

Criado para ajudar os pilotos aviadores americanos em missões durante o dia, os modelos Ray-Ban ganharam o mundo e hoje são populares a ponto de realizar ação junto com a banda Coldplay no Brasil. Fazendo sol ou não, o objetivo da Ray-Ban é fornecer aos seus consumidores a visão diferenciada e contemporânea que ainda perdura na marca.

Evolução gradual
Distribuída no Brasil pelo Grupo Luxottica, a Ray-Ban nasceu em 1937. Quando entrou no mercado, a Ray-Ban buscava “educar” os consumidores quanto à conscientização para a prevenção dos raios ultra-violetas do sol. Em 1952, a marca teve seu primeiro ápice ao lançar o modelo Wayfarer usado por Bob Dylan. A partir de então outros artistas começaram a desejar a marca. Tanto que nos anos 1970 a Ray-Ban estava presente em quase todos os “looks” das personalidades da época.

Apesar disso, Ana Carolina Cardoso, Gerente de Marketing da Luxottica, acredita que a Ray-Ban não é e nunca foi uma marca fashion. De acordo com ela, o foco é atingir o público “cool” que busca cultura e arte. “Onde existe arte independente a Ray-Ban está posicionada. A marca apoia cultura independente e não comercial. A Ray-Ban não segue moda e nem é uma marca fashion. Procuramos definir um estilo e não uma tendência”, explica.

Novo posicionamento
Com a entrada no mercado teen, a Ray-Ban mudou seu posicionamento e investiu no consumidor jovem. “Passamos por uma fase de transição entre 1999 e 2003. Com este trabalho de rejuvenescimento da marca passamos a adotar modelos comuns que ajudaram a aproximar a Ray-Ban do consumidor jovem”, aponta a gerente de Marketing da Luxottica.

Com o slogan atual “Não siga tendência, siga seu estilo”, a Ray-Ban estimula o consumidor a ser ele mesmo. E isso não é exclusividade para os consumidores do Brasil. Toda a estratégia de Marketing da marca é feita e definida em Milão, na Itália, e cada país faz a leitura de como transmitir este posicionamento de acordo com as ferramentas mais adequadas e a cultura local.

Com currículo e experiência em ações ligadas ao universo da música, este ano a Ray-Ban fez diferente. O projeto Colorize Kit foi criado para reverter as vendas de modelos de óculos personalizados por artistas para a Fundação Dorina Nowill, que dá assistência a deficientes visuais. Com esta ação, a Ray-Ban inseriu mais uma categoria em sua estratégia: o grafismo. “Em 2007, a marca se aproximou do rock. Em 2008 foi a vez do cinema e da música e esse ano escolhemos a arte”, afirma Ana Carolina.

Projetos e mais projetos
A ação Never Hide Sessions, promovida em 2008, patrocinou nove shows independentes na Barra Funda, em São Paulo. Esta estratégia fez com que a marca deixasse de lado naquele momento as ações de merchandising no cinema. Porém, a Ray-Ban convidou formadores de opinião para assistirem a pré-estreias do longa Big Fish e mais dois filmes. “Mais do que um anúncio, buscamos uma interação com o consumidor por meio de estratégias que não são construídas em cima de mídia tradicional”, salienta Ana Carolina.

Outro projeto diferenciado da Ray-Ban foi feito para a revista Trip. Dentro do título, a marca encartou três poket books que tinham como tema diretores de cinema consagrados. Além disso, outras duas edições foram lançadas, trazendo bandas de rock e por fim escritores. “Usamos mídia impressa, mas em formato não-convencional. Para cada país há um show de rock e uma cultura diferente. Por isso, a Ray-Ban sempre estará dentro dos pilares: música, arte e cinema”, conta a executiva de Marketing ao site.

Recentemente, o projeto Colorize Kit esteve na mídia por conta do apoio a uma instituição voltada para deficientes visuais. Segundo Ana Carolina este é o projeto mais integrado feito pela marca em comunicação. “Usamos 10 artistas de diversos cenários diferentes para resgatar um modelo clássico e atualizá-lo para a linguagem contemporânea. Com personalização livre, os produtos foram leiloados no site, tangibilizando uma experiência no mundo virtual. Esta foi a ação de maior repercussão deste ano”, explica.

Fonte: Mundo do Marketing

Demanda por fundo é quase 3 vezes maior

A demanda pelo fundo imobiliário RB Capital Renda I superou em 2,8 vezes a oferta de R$ 132 milhões em cotas, encerrada na semana passada. No universo de investidores, o destaque ficou mais uma vez com a pessoa física. Foram 1.172 ordens registradas. Entre os institucionais, aparece uma entidade de previdência privada. Estruturada pela RB Capital, a operação contou com a distribuição de dois grandes grupos financeiros do varejo, o Banco do Brasil e o Bradesco. A aplicação mínima no fundo era de R$ 4,9 mil, uma das menores do mercado recentemente.

A carteira já nasce com um portfólio diversificado, formado por sete imóveis e todos alugados para grandes empresas, como AmBev, C&A, Magazine Luiza, Leader, Telhanorte, Danfoss e Baryy Callebaut. Segundo o diretor-executivo da RB Capital, Marcelo Michaluá, além de mais de um inquilino de primeira linha, o fundo adota um modelo de contrato de locação conhecido como "build-to-suit". "Essas empresas estão amarradas com o fundo por pelo menos dez anos, que é o prazo médio dos contratos", diz o executivo.

Nesse tipo de negociação, se a empresa quiser sair do empreendimento antes do vencimento do contrato de locação, ela tem de arcar com os aluguéis referentes ao prazo remanescente. Michaluá ressalta, no entanto, que os empreendimentos em questão são estratégicos para as empresas, o que diminui esse risco de rompimento do contrato.

As carteiras em operação no mercado, acrescenta Michaluá, são concentradas em um único imóvel ou inquilino ou, quando há diversificação, elas têm um perfil mais especulador. Ou seja, os contratos seguem a Lei do Inquilinato, que impõe multa de três meses a mais de aluguel para quem romper o acordo. "Nosso fundo traz diversificação tanto do ponto de vista dos ativos como do risco de crédito (capacidade de pagamento das obrigações)", afirma.

Ele cita o fato de os empreendimentos estarem localizados em regiões diferentes, tendo perfis variados. São desde centros de distribuição a lojas. E todos desenvolvidos sob medida para as empresas pela RB Capital. Segundo Michaluá, ao longo de dois anos, a empresa encontrou as áreas, prestou consultoria no desenvolvimento e construção dos empreendimentos e amarrou os contratos. "Criamos esse portfólio com ativos e inquilinos de primeira linha", diz.

Baseado nos contratos já fechados pelo fundo, o rendimento alvo para o cotista é de IPCA mais 9,35% ano. No mês, isso equivaleria a IPCA mais 0,75%. O diretor da RB Capital lembra que, para o investidor pessoa física, essa renda de aluguel pode ser isenta de imposto de renda (IR), já que o fundo alcançou muito mais do que o mínimo de 50 cotistas e tem cotas listadas em bolsa. Contudo, só tem direito ao benefício fiscal a pessoa física que possuir menos de 10% das cotas do fundo.

O RB Capital Renda I é só o primeiro de uma família de fundos imobiliários que a empresa pretende lançar. "Queremos aproveitar a flexibilização das regras pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) a partir da Instrução 472, que deixou o fundo imobiliário com uma cara mais de mercado de capitais, e a forte demanda do investidor pessoa física, atraído pela isenção de imposto sobre a distribuição de renda."

Todo esse entusiasmo vem do sucesso do mercado. Para 2010, as perspectivas continuam positivas, acredita Michaluá. Ele destaca que só em análise na CVM há cerca de R$ 2 bilhões de ofertas. O patrimônio hoje dos fundos imobiliários em operação soma R$ 4,6 bilhões.

Fonte: ADEMI-RJ e Valor Econômico

Seguros residenciais oferecem cobertura contra blecaute, roubo e acidentes domésticos

Quando há um blecaute como o ocorrido em novembro em vários locais do país, muita gente fica não só no escuro com a falta de energia mas também no vermelho devido a prejuízos causados por queima de eletrodomésticos e eletroeletrônicos.

Uma opção para minimizar transtornos decorrentes desse tipo de incidente, bem como de roubos, desastres naturais e acidentes domésticos, é contratar um seguro residencial.

Para a escolha de um plano adequado, a primeira coisa a fazer é determinar quais itens deverão ser incluídos na apólice.

"O consumidor deve olhar para dentro de sua casa e definir o que quer proteger", afirma Daniela Dell'Arno, coordenadora de produto de Ramos Elementares da Porto Seguro.

O custo anual do seguro residencial costuma ser menor que o do automotivo. Com R$ 35 anuais já se contrata, para um apartamento, um plano básico para incêndio, danos elétricos e responsabilidade civil familiar.

Apólices mais abrangentes, que incluem desde roubo de objetos de arte até danos causados por queda de aeronave, impactam mais o orçamento.

A cobertura de responsabilidade civil familiar é utilizada para assegurar proteção contra danos materiais ou corporais causados a terceiros --como quebra de vidros de vizinhos, mordida de cão em visitante e acidente sofrido por empregada doméstica.

Além de indenizar o segurado das perdas materiais decorrentes do incidente, essa modalidade de seguro cobre também despesas médicas necessárias.

No caso de prédios, a cobertura contra incêndio, raio, explosão e reconstrução é geralmente adquirida pelo condomínio, por fazer parte da responsabilidade legal do síndico, mas beneficia apenas as áreas comuns do prédio.

Rateio

O custo é rateado entre os apartamentos. "No momento da aquisição de um seguro, é importante que o condômino se informe se essas modalidades realmente foram contratadas pelo condomínio", recomenda Jacques Goldenberg, diretor de Riscos Empresariais da corretora Lazam-MDS.

Fonte: Folha de São Paulo

Lei do Inquilinato pode elevar oferta de imóveis

A nova Lei do Inquilinato, sancionada pelo presidente Lula na quinta-feira, entra em vigor em 25 de janeiro e já divide especialistas. Há quem acredite que os locatários de imóveis comerciais serão os principais prejudicados com as novidades. Para outros, ao atenuar os riscos para o aluguel de imóveis, a tendência é que os proprietários diminuam a cautela e coloquem mais propriedades no mercado. O aumento da oferta, em tese, levaria a uma possível baixa do valor do aluguel. É a opinião de José Roberto Graiche Júnior, diretor jurídico da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (Aabic).

Graiche aponta outra vantagem: "Sempre foi um problema ter um fiador. Agora, com os riscos menores de ficar com um imóvel ocupado por um inadimplente por muito tempo, os proprietários devem abrir mão dessa garantia em muitos casos". Nabil Sahyoun, presidente da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), diz que o texto trouxe "equilíbrio nas relações". No entanto, no caso dos contratos comerciais ele acha improvável que os aluguéis caiam. "Os critérios para correção dos valores serão os mesmos. Além disso, são imóveis tradicionalmente valorizados", analisa.

O advogado Mario Cerveira Filho, do escritório Cerveira e Dornellas Advogados Associados, é um crítico da nova versão da Lei do Inquilinato. A principal queixa é quanto à dificuldade que o inquilino terá para argumentar na Justiça o motivo da falta de pagamento do aluguel. Até agora os processos levavam dois, três anos. Mas a partir de janeiro a ação terá de ser resolvida em primeira instância. Ou seja, em cerca de 45 dias o inquilino que teve problemas para pagar o aluguel poderá ser despejado. "Essa lei vai ajudar a entupir ainda mais a Justiça de ações."

Fonte: O Estado de S. Paulo e Portal Exame

Reformar está até 13% mais caro

Embora a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de parte dos materiais de construção, em vigor desde abril, tenha impacto positivo sobre os preços do setor, o consumidor que precisar de itens que ficaram fora da lista, como janelas, portas de ferro e telhas, pode encontrar valores “salgados”, com altas que chegam a 13%. O principal motivo foi o aumento das matérias-primas e outros componentes, que inflacionaram os custos de produção.

A elevação foi registrada pelo Índice de Custo de Vida do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioconômicos (ICV-Dieese), que mede a inflação na capital, no período entre janeiro e novembro. Dos 16 produtos analisados, seis deles tiveram alta acima do índice geral de inflação do período, que foi de 3,97%.

No grupo há quatro produtos que tiveram a alíquota do IPI reduzida a zero, mas destes apenas o preço do cimento teve recuo no período, com queda de 7,2%. O chuveiro elétrico subiu 2,72%, o grupo de tintas comuns ficou mais caro 0,98% e tintas látex, 0,57%.

Cláudio Conz, presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), afirma que os aumentos mais expressivos se concentraram nos itens que levam metais na composição, caso de janelas, portões e portas.

Ele explica que entre o fim de 2008 e a metade deste ano, o preço internacional da tonelada do cobre subiu de US$ 3 mil (cerca de R$ 5,3 mil) para US$ 7 mil (cerca de R$ 12.390), em valores atuais, o que teve forte impacto nos custos de produção.

A respeito do maior aumento registrado na aferição do ICV, no grupo telhas de cerâmica, que subiu quase 13% entre janeiro e outubro, Conz afirma que os custos de produção aumentaram, principalmente pela alta do gás. Ele observa que o reajuste foi de quase 60% entre o fim do ano passado e agosto de 2009. “O gás é quase um terço do custo de produção dos produtos de cerâmica.”

Segundo Conz, o regime de substituição tributária do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), em vigor no setor desde abril, também fez com que os preços do varejo aumentassem 6,5%, em média. Pela regra, o imposto passou a ser recolhido todo pela indústria, que repassou o encargo aos preços de venda para o varejo.

MÃO DE OBRA - Na avaliação de Melvyn Fox, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), os aumentos são isolados. “Nossas estatísticas indicam, na média, preços em queda.” Ele atribui alguns reajustes à elevação de custos de produção, com o aumento de insumos como o gás e também da mão de obra. Segundo o ICV, entre janeiro e novembro este item subiu 6,6%.

Segundo Fox, os aumentos não têm nenhuma relação com falta de capacidade da indústria para atender à demanda do varejo. “As empresas ainda estão com cerca de 15% da capacidade de produção ociosa”, diz.

Além disso, informa Fox, levantamento feito pela Abramat em novembro apontou que 60% das empresas do setor pretendem investir para o aumento da produção em 2010 ante 33% da medição realizada em agosto.

José Eduardo Balian, professor de varejo da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPN), lembra que a demanda do setor manteve-se aquecida mesmo na crise, com incentivos do governo por meio de linhas de crédito e, depois, com a redução do IPI.

Nuno Fouto, professor do Programa de Administração do Varejo da Fundação Instituto de Administração (Provar-Fia), atribuiu o aumento de alguns itens à demanda aquecida. “O setor foi impulsionado principalmente pelos consumidores de baixa renda”, diz.

A mesma opinião tem Fábio Romão, economista da Consultoria LCA. Ele também lembra que a melhora das condições de crédito ajudaram a impulsionar a demanda o que teve reflexo direto em alguns preços.

Fonte: Zap Imóveis e Jornal da Tarde

Nestlé, Coca-Cola e Rede Globo são as marcas mais poderosas do Brasil

A Superbrands anuncia nesta quarta-feira as marcas mais poderosas do Brasil. São elas Nestlé, Coca-Cola, Rede Globo, McDonald’s, Sony, Nike, Unilever, Mercedes Benz, Bradesco e Google. A quinta edição do estudo realizado no país é elaborado pela IAM Consultin, empresa especializada em avaliação e gestão de ativos intangíveis.

O Índice de Força da Marca é calculado a partir de 35 atributos, com pesos diferenciados. A média ponderada resulta de grupos de macro indicadores como Preço/Valor Agregado, Produto/Serviço, Canal de Venda/Distribuição, Pós Venda, Qualidade e efetividade do Marketing e Comunicação e Sustentabilidade.

Fonte: Mundo do Marketing

Em três anos, acesso à internet cresce 75% no Brasil

Em três anos, o número de internautas cresceu 75,3% no Brasil. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta sexta-feira, 11, no final do ano de 2008, 56,4 milhões de brasileiros (com idade superior a dez anos) tinham acesso à internet - o que correspondia a 34,8% da população. Em 2005, esse número era bem menor: eram 31,9 milhões de pessoas.

Ao analisar o crescimento o IBGE destaca que boa parte dos novos internautas são provenientes das camadas de baixa renda, o que aponta para uma maior difusão da inclusão social. Apesar disso, o país ainda encontra-se bastante atrasado em relação a outras nações em termos de acesso à internet.

De acordo com ranking da Internet World Statis, a porcentagem da população com acesso à internet é bem menor no Brasil do que em países vizinhos, como a Argentina, Chile, Uruguai e Colômbia. Segundos os coordenadores do IBGE, os atrasos da difusão digital brasileira ainda estão atrelados a outros problemas estruturais do País, como o acesso á educação e a distribuição de renda.

Apesar de ainda ser considerada baixa, a média de acesso á internet no Brasil ainda foi maior do que a da América Latina. Considerando todo o continente sulamericano, aproximadamente 30,5% da população possui acesso à internet. Campeã do ranking do instituto, a América do Norte tem 74,2% de sua população conectada. Na sequência, aparecem a Oceania, com 60,4% e a Europa, com 52%. Entre os continentes, a África aparece com a menor média, com uma porcentagem de 19,4% de sua população com acesso à internet.

Fonte: Reuters e Meio e Mensagem

Nova Lei do Inquilinato facilita processo de despejo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, com cinco vetos, a nova Lei do Inquilinato, que facilita o processo de despejo para imóveis residenciais e comerciais adotando rito sumário em casos de atrasos do pagamento ou rompimento do contrato. Os vetos procuram evitar que a lei crie problemas para os inquilinos de imóveis comerciais. Um dos dispositivos vetados criava grandes dificuldades para empresas que fizessem qualquer mudança societária, já que exigia a anuência dos donos dos imóveis alugados a estas alterações.

Ao apresentar as razões do veto, o presidente explica que o contrato entre locador e pessoa jurídica não guarda relação de dependência com a estrutura societária e que este tipo de exigência "impediria ou dificultaria" a incorporação, fusão ou aquisição de participação majoritária de grandes empresas. Também foi vetado o dispositivo que autorizava o proprietário a exigir a desocupação do imóvel em 15 dias, caso recebesse uma oferta melhor pelo imóvel. Fica valendo o prazo de 30 dias, mas apenas em caso de não-renovação do contrato.

O processo de despejo, porém, será mais simples. Bastará a expedição de um mandado judicial para obrigar o locatário a deixar o imóvel. Hoje, a lei exige que o inquilino receba dois mandados e sejam feitas duas diligências, o que faz o processo se arrastar, em média, por 14 meses.

O presidente também vetou o artigo que, em alguns casos, dava ao inquilino de imóveis comerciais direito a indenização para ressarcimento de prejuízos e de lucros cessantes. Isso poderia ocorrer, por exemplo, nas situações em que o proprietário retomasse o imóvel alegando necessidade de fazer obras e acabasse não cumprindo esse compromisso num prazo de três meses.

O novo texto só entrará em vigor dentro de 45 dias após a data da publicação da lei. Este foi outro veto do presidente. Da forma como saiu do Congresso, a lei entraria em vigor assim que fosse publicada. O governo entende que, como a lei tem uma ampla repercussão nos contratos, é preciso que haja tempo hábil para que os interessados tomem amplo conhecimento dela.

A nova lei prevê a desoneração da fiança. Com isso, se o fiador quiser deixar de ser o garantidor do imóvel ele pode comunicar sua decisão ao proprietário para fixar desobrigado do compromisso em 120 dias. Comunicado do fato, o inquilino terá 30 dias para providenciar novo fiador idôneo. Se não conseguir outro fiador, o contrato fica automaticamente transformado em locação sem fiança. Mas essa nova locação sem fiança permite desocupação do imóvel em apenas 15 dias após a notificação judicial.

O presidente do Conselho Federal de Corretores de imóveis, João Teodoro, comemorou a sanção da nova lei alegando que ela trouxe equilíbrio nas relações entre proprietários e inquilinos. Segundo ele, os vetos evitarão problemas ao comércio e permitirão que os donos de imóveis tenham mais segurança e rapidez na recuperação dos seus bens, em casos de inadimplência ou má fé. Ele lembra que 70% dos imóveis são de pequenos proprietários que conseguiram adquiri-los para garantir uma aposentadoria mais tranquila e que precisam de ter segurança de que receberão seus aluguéis em dia.

Fonte: Exame